TEMA: Justiça com as próprias mãos: prática comum no Brasil

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TEMA: Justiça com as próprias mãos: prática comum no Brasil

Mensagem por Johnny em Sex Mar 31, 2017 12:32 am

Dentre as várias formas de justiça com as próprias mãos, o linchamento é, sem dúvida, a vertente mais comum dessa adversidade no Brasil. Nesse sentido, a não presença do governo, seja no setor educacional ou também no âmbito da segurança pública, cria condições favoráveis para a aprovação popular dessa prática.

O que garante a manutenção ideológica desse problema não é, como muitas pessoas acreditam, o fato de fazer justiça, e sim, o preconceito somado a questões sociais. Isso é comprovado em estudo realizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria, o qual afirma que a principal causa do linchamento é a intolerância. Seguindo essa lógica, pode-se apreender que há uma falha no processo de humanização, caracterizada, principalmente, pela ausência do Estado na estruturação de medidas socioeducativas para a população. Como consequência dessa afirmação, o individualismo e a falta do senso crítico e reflexivo gerada por essa questão, induz a alienação na população.

Além disso, o número de "justiceiros populares" cresce onde há um baixo investimento em segurança pública unido a uma má preparação dos agentes dessa categoria. Essa análise pode ser fundamentada pelo fato de que o valor gasto pelo governo na manutenção do contingente de policiais representa menos de 1,5% do PIB brasileiro. Assim, a polícia militar não possui condições adequadas para manter a ordem pública, criando, assim, espaços onde a anomia se alastra em detrimento da coesão social. Como resultado, o Brasil foi considerado o país que mais lincha.

Dessa forma, a participação do estado deve ser efetiva com intuito de acabar com fatores que possibilitam o respaldo dessa adversidade na população. Para isso, pode-se estabelecer debates sobre essa questão nas escolas e nos Aparelhos Ideológicos do Estado através de análise sociológicas. Ademais, reformas no orçamento governamental, feitas pelos Poder Executivo, pode ser uma alternativa para criar condições necessárias para a segurança pública manter a ordem social.

Johnny
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Re: TEMA: Justiça com as próprias mãos: prática comum no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Qui Abr 06, 2017 6:05 am

Dentre as várias formas de justiça com as próprias mãos, o linchamento é, sem dúvida, a vertente mais comum dessa adversidade no Brasil. Nesse sentido, a não presença do governo, seja no setor educacional[,] [seja] também no âmbito da segurança pública, cria condições favoráveis para a aprovação popular dessa prática[F = sua redação é sobre justiça com as próprias mãos ou sobre linchamento?].

O que garante a manutenção ideológica desse problema não é, como muitas pessoas acreditam, o fato de fazer justiça, e sim, o preconceito somado à questões sociais. Isso é comprovado pelo estudo realizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria, o qual afirma que a principal causa do linchamento é a intolerância. Seguindo essa lógica, pode-se apreender que há uma falha no processo de humanização[] caracterizada, principalmente, pela ausência do Estado na estruturação de medidas socioeducativas para a população.[E] Como consequência dessa afirmação, o individualismo e a falta do senso crítico e reflexivo gerada por essa questão, induz a alienação na população.[A]

Além disso, o número de "justiceiros populares" cresce onde há um baixo investimento em segurança pública unido a uma má preparação dos agentes dessa categoria[R]. Essa análise pode ser fundamentada pelo fato de que o valor gasto pelo governo na manutenção do contingente de policiais representa menos de 1,5% do PIB brasileiro. Assim, a polícia militar não possui condições adequadas para manter a ordem pública, criando, assim, espaços onde a anomia se alastra em detrimento da coesão social[E]. Como resultado, o Brasil foi considerado o país que mais lincha.

Dessa forma, a participação do estado deve ser efetiva com intuito de acabar com fatores que possibilitam o respaldo dessa adversidade na população. Para isso, pode-se estabelecer debates sobre essa questão nas escolas e nos Aparelhos Ideológicos do Estado[E] através de análise sociológicas[E]. Ademais, reformas no orçamento governamental[] feitas pelo Poder Executivo[] pode ser uma alternativa para criar condições necessárias para a segurança pública manter a ordem social.

Nota:
I
160
Você atingiu 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir.
O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
II
140
Você atingiu 70% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
III
140
Você atingiu 70% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir.
Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
IV
180
Você atingiu 90% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir.
O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
V
140
Você atingiu 70% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir.
O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Aviso:
*Lembre-se de que a quebra de linha presente entre os parágrafos deste fórum é somente para facilitar a leitura do texto. No ENEM, a paragrafação deverá ser feita sem quebra de linha, apenas com o espaçamento entre a margem e o início de cada parágrafo.*
Legenda de Erros:
[!]
Evite
[A]
Argumentação
[D]
Descritivo
[F]
Fuga de Tema ou Tese
[N]
Norma Culta
[P]
Prolixo
[?]
Confuso
[C]
Conectivo
[E]
Explique/Explicite
[G]
Gênero Textual
[R]
Repetido


[!] = expressão não indicada por conter possível: clichê; cacofonia; preciosismo; pleonasmo; redundância; queísmo; período longo; preconceito; esteriótipo.
[?] = o trecho contém problemas na interpretação (releia) (COERÊNCIA): ambiguidade; difícil entendimento; ausência de sentido lógico.
[A] = o trecho contém falhas técnicas na argumentação: explicação carece de comprovação (informação fatídica); argumentação abundante; argumentação descritiva ou sem ideia conclusiva (o que você está defendendo?!); sequência argumentação/explicação não possui lógica ou possui lógica falaciosa (Ex.: de acordo com a Biologia, toda banana é amarela, logo todo limão também é);
[C] = o trecho contém problemas nos elementos de sequenciação (COESÃO): ausência de conectivo ligando períodos; uso incorreto do elemento coesivo (conjunção) em relação à sequência justaposta de períodos e seu significado.
[D] = o trecho tende para a descrição sobre a proposta, apresentando caráter mais descritivo que argumentativo (Ex.: tema: violência contra a mulher: o candidato descreve o transcorrer do feminicídio ao longo da história enumerando informações detalhadas, mas não desenvolve o problema de fato).
*lembre-se de que uma informação fatídica, quando sozinha, não sustenta totalmente o argumento, é preciso explicitar como ela se desenvolve em problema a partir do seu ponto de vista*.
[E] = sentença com sentido desconhecido ou incompleto: informação muito específica; sigla sem o nome por extenso previamente identificado; informação incompleta (de que, quem, do que, o que, pra que/quem, qual/quais, pelo que, como???).
*o corretor não vai parar sua correção para procurar o significado do que você quis dizer*
[F] = o trecho contém falha na abordagem do tema sugerido: desenvolve de maneira superficial o tema sugerido ou aprofunda tópicos relacionados ao assunto do tema, mas não na proposta dele propriamente dita (foque no tema da proposta, e não no assunto); desenvolve uma ideia ao longo do texto que não explicitada na tese da introdução; soluciona um problema na proposta de intervenção que não foi trabalhado ao longo do desenvolvimento no texto.
[G] = o trecho apresenta falha no gênero dissertativo-argumentativo: tese rasa ou não explícita; paragrafação em sequência diferente do padrão (intro. > desenv. > concl.); verbo em 1ª ou 2ª pessoa; proposta de intervenção conjugada em tempo verbal diferente do imperativo afirmativo.
[N] = o trecho contém palavra ou expressão com traço de informalidade: erro ortográfico; gíria; linguagem popular.
[P] = o trecho contém informação desnecessária: prolongamento irrelevante de seu conteúdo; argumentos abundantes; informações altamente detalhadas; informações postas em demasia.
[R] = o trecho contém termos repetidos ao longo do texto: palavras (COESÃO); ideias (COERÊNCIA). Proposta de intervenção já existente na realidade atual.

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