TEMA: O sistema prisional brasileiro e seus efeitos no século XXI

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TEMA: O sistema prisional brasileiro e seus efeitos no século XXI

Mensagem por bruno89 em Sab Mar 18, 2017 5:15 pm

Cárcere: uma segunda chance.  

         
         Superlotação, motim, infraestrutura precária para presos e funcionários. Essas são algumas das características encontradas na grande maioria de penitenciárias brasileiras. Na contemporaneidade, os presídios, antes vistos como segurança pela população, se tornaram escolas para o crime. Nesse contexto, o sistema prisional  que deveria ressocializar qualquer ser humano, agrava a condição criminal e gera efeitos diretos na sociedade.
         Segundo o portal de notícias "G1", a atual população carcerária no país está 69% acima da capacidade existente. Com isso, a infraestrutura das unidades se torna insuficiente, pois os investimentos recebidos são deficitários quando relacionados à demanda. Nesse contexto, o cidadão destinado a tais instituições não recebe o apoio necessário para a própria regeneração moral e volta, muitas vezes, a cometer os mesmos crimes que antes o sentenciaram. Esse tipo de resultado afeta diretamente a sociedade, agrava a sensação de insegurança e acentua o clamor pelo recrudescimento de penas como, por exemplo, a pena de morte em casos mais extremos, o que fere a constituição do país.
       Deve-se destacar, ainda, que embora o déficit de vagas seja alto, a construção de mais unidades prisionais não se revela como melhor solução. Devido a burocracia das intituições penais brasileiras, processos transcorrem por longo período de tempo até que sejam julgados, o que ocasiona no crescente número de presos provisórios - 37% do total brasileiro - e agrava a superlotação. Dessa forma, além de encarcerados por crimes que, muitas vezes, não cometeram, o compartilhamento de mesmo espaço e o convívio com presidiários de maior grau penal os influencia psicologicamente de forma direta, acarretando na desvirtuação moral de tais cidadãos, os quais, recorrentemente, acentuam os próprios crimes quando libertos.
         Assevera-se, assim, a precariedade e as mazelas causadas e recrudescidas pela atual rede penitenciária brasileira. Sendo assim, torna-se necessário maiores investimentos do Ministério da Justiça em infraestrutura das unidades prisionais existentes, concedendo ambiente mais seguro para presos e funcionários. Além disso, o poder legislativo em parceria com o Ministério da Cultura deve implementar mutirões para minorar a fila de processos que esperam julgamento e, ao mesmo tempo, reeducar os presos já sentenciados a partir de atividades e palestras ressocializadoras sobre o tema. Dessa forma, o sistema prisional não servirá de escola para o crime, mas como segunda chance aos envolvidos.

bruno89
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Re: TEMA: O sistema prisional brasileiro e seus efeitos no século XXI

Mensagem por Francis Bacon em Ter Mar 21, 2017 9:53 pm

Cárcere: uma segunda chance.
Superlotação, motim, infraestrutura precária para presos e funcionários. Essas são algumas das características encontradas na grande maioria de penitenciárias brasileiras. Na contemporaneidade, os presídios[] antes vistos como segurança pela população[] tornaram-se escolas para o crime. Nesse contexto, o sistema prisional que deveria ressocializar qualquer ser humano[] agrava a condição criminal e gera efeitos diretos na sociedade.
[muito bom!]
Segundo o portal de notícias "G1", a atual população carcerária no país está 69% acima da capacidade existente. Com isso, a infraestrutura das unidades se torna insuficiente, pois os investimentos recebidos são deficitários quando relacionados à demanda. Nesse contexto, o cidadão destinado a tais instituições não recebe o apoio necessário para a própria regeneração moral e volta, muitas vezes, a cometer os mesmos crimes que antes o sentenciaram.[R] Esse tipo de resultado afeta diretamente a sociedade, agrava a sensação de insegurança e acentua o clamor pelo recrudescimento de penas[R] como, por exemplo, a pena[R] de morte em casos mais extremos, o que fere a constituição do país.
Deve-se destacar, ainda, que embora o déficit de vagas seja alto, a construção de mais unidades prisionais não se revela como melhor solução. Devido a burocracia das instituições penais brasileiras, processos transcorrem por longo período de tempo até que sejam julgados, o que ocasiona no crescente número de presos provisórios - 37% do total brasileiro - agravando a superlotação. Dessa forma, além de encarcerados por crimes que, muitas vezes, não cometeram, o compartilhamento de mesmo espaço e o convívio com presidiários de maior grau penal os influencia psicologicamente de forma direta, acarretando na desvirtuação moral de tais cidadãos, os quais, recorrentemente, acentuam os próprios crimes quando libertos.[R]
Assevera-se, assim, a precariedade e as mazelas causadas e[C][,] ambas recrudescidas pela atual rede penitenciária brasileira. Sendo assim, torna-se necessário estabelecer maiores investimentos do Ministério da Justiça em infraestrutura das unidades prisionais existentes, concedendo ambiente mais seguro para presos e funcionários. Além disso, o poder legislativo em parceria com o Ministério da Cultura deve implementar mutirões para minorar a fila de processos que esperam julgamento e, ao mesmo tempo, reeducar os presos já sentenciados a partir de atividades e palestras ressocializadoras sobre o tema. Dessa forma, o sistema prisional não servirá de escola para o crime, mas como segunda chance aos envolvidos.
Nota: 
I
160
O participante demonstra excelente domínio da norma-padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. Assim, o mesmo desvio não ocorre em várias partes do texto, o que revela que as exigências da norma-padrão foram incorporadas aos seus hábitos linguísticos e os desvios foram eventuais. Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta.
II
200
O participante desenvolve muito bem o tema, explorando os seus principais aspectos. A redação contém uma argumentação consistente, revelando excelente domínio do tipo textual dissertativo-argumentativo. Isso significa que o texto está estruturado, por exemplo, com: uma introdução, em que a tese a ser defendida é explicitada; argumentos que comprovam a tese, distribuídos em diferentes parágrafos; um parágrafo final com a proposta de intervenção funcionando como uma conclusão. Além disso, os argumentos defendidos não ficam restritos à reprodução das ideias contidas nos textos motivadores nem a questões do senso comum.
III
200
O participante seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, configurando autoria, em defesa de seu ponto de vista. Explicita a tese, seleciona argumentos que possam comprová-la e elabora conclusão ou proposta que mantenha coerência com a opinião defendida na redação.
IV
200
O participante articula as partes do texto, sem inadequações na utilização dos recursos coesivos. A redação enquadrada neste nível não poderá conter: frases fragmentadas que comprometam a estrutura lógico gramatical; sequência justaposta de ideias sem encaixamentos sintáticos; ausência de paragrafação; frase com apenas oração subordinada, sem oração principal. Poderá, porém, conter eventuais desvios de menor gravidade: emprego equivocado do conector; emprego do pronome relativo sem a preposição, quando obrigatória; repetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos pela língua. Entretanto, o mesmo erro não poderá se repetir, uma vez que essa pontuação deve ser atribuída ao participante que demonstrar pleno domínio dos recursos coesivos.
V
200
O participante elabora proposta de intervenção clara e inovadora, relacionada à tese e bem articulada com a discussão desenvolvida no texto. São explicitados os meios para realizá-la.
Aviso:
*Lembre-se de que a quebra de linha entre os parágrafos presente neste fórum é somente para facilitar a leitura do texto. No ENEM, a paragrafação deverá ser feita sem quebra de linha, apenas com o espaçamento entre a margem e o início de cada parágrafo.*
Legenda de Erros:         
[!]
Evite
[A]
Argumentação
[D]
Descritivo
[F]
Fuga de Tema ou Tese
[N]
Norma Culta
[P]
Prolixo
[?]
Confuso
[C]
Conectivo
[E]
Explique/Explicite
[G]
Gênero Textual
[R]
Repetido


[!] = expressão não indicada por conter possível: clichê; cacofonia; preciosismo; pleonasmo; redundância; queísmo; período longo; preconceito; esteriótipo.
[?] = o trecho contém problemas na interpretação (releia) (COERÊNCIA): ambiguidade; difícil entendimento; ausência de sentido lógico.
[A] = o trecho contém falhas técnicas na argumentação: explicação carece de comprovação (informação fatídica); argumentação abundante; argumentação descritiva ou sem ideia conclusiva (o que você está defendendo?!); sequência argumentação/explicação não possui lógica ou possui lógica falaciosa (Ex.: de acordo com a Biologia, toda banana é amarela, logo todo limão também é);
[C] = o trecho contém problemas nos elementos de sequenciação (COESÃO): ausência de conectivo ligando períodos; uso incorreto do elemento coesivo (conjunção) em relação à sequência justaposta de períodos e seu significado.
[D] = o trecho tende para a descrição sobre a proposta, apresentando caráter mais descritivo que argumentativo (Ex.: tema: violência contra a mulher: o candidato descreve o transcorrer do feminicídio ao longo da história enumerando informações detalhadas, mas não desenvolve o problema de fato).
*lembre-se de que uma informação fatídica, quando sozinha, não sustenta totalmente o argumento, é preciso explicitar como ela se desenvolve em problema a partir do seu ponto de vista*.
[E] = sentença com sentido desconhecido ou incompleto: informação muito específica; sigla sem o nome por extenso previamente identificado; informação incompleta (de que, quem, do que, o que, pra que/quem, qual/quais, pelo que, como???).
*o corretor não vai parar sua correção para procurar o significado do que você quis dizer*
[F] = o trecho contém falha na abordagem do tema sugerido: desenvolve de maneira superficial o tema sugerido ou aprofunda tópicos relacionados ao assunto do tema, mas não na proposta dele propriamente dita (foque no tema da proposta, e não no assunto); desenvolve uma ideia ao longo do texto que não explicitada na tese da introdução; soluciona um problema na proposta de intervenção que não foi trabalhado ao longo do desenvolvimento no texto.
[G] = o trecho apresenta falha no gênero dissertativo-argumentativo: tese rasa ou não explícita; paragrafação em sequência diferente do padrão (intro. > desenv. > concl.); verbo em 1ª ou 2ª pessoa; proposta de intervenção conjugada em tempo verbal diferente do imperativo afirmativo.
[N] = o trecho contém palavra ou expressão com traço de informalidade: erro ortográfico; gíria; linguagem popular.
[P] = o trecho contém informação desnecessária: prolongamento irrelevante de seu conteúdo; argumentos abundantes; informações altamente detalhadas; informações postas em demasia.
[R] = o trecho contém termos repetidos ao longo do texto: palavras (COESÃO); ideias (COERÊNCIA). Proposta de intervenção já existente na realidade atual.

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Re: TEMA: O sistema prisional brasileiro e seus efeitos no século XXI

Mensagem por bruno89 em Qua Mar 22, 2017 1:16 pm

Certo. Caixa de mensagens checada.

bruno89
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