SEMANA 41: TEMA: Os desafios da sexualidade na adolescência

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SEMANA 41: TEMA: Os desafios da sexualidade na adolescência

Mensagem por Francis Bacon em Dom Mar 12, 2017 12:34 pm

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Os desafios da sexualidade na adolescência, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
 

Texto 1

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita com mais de 100.000 alunos do 9º ano do ensino fundamental, entre 13 e 15 anos, mostra que, em 2015, 66% tinham usado camisinha na última relação sexual — uma redução preocupante em relação a 2012, quando 75% revelaram ter posto o preservativo.
O infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, afirma: “Os jovens estão deixando de se cuidar porque simplesmente não temem as doenças transmitidas pelo sexo”. O dado assustador: no Brasil, os casos de aids nos adolescentes entre 15 e 19 anos cresceram de 2,8 para cada 100 000 habitantes em 2006 para 5,8 a cada 100 000 pessoas em 2015.
Disponível em: veja.abril.com.br
 

Texto 2

Os estímulos para o sexo estão cada vez mais presentes no dia a dia. São letras de músicas, danças, programas de televisão. Por outro lado, na urgência do cotidiano, os pais encontram cada vez menos tempo para conversar com os filhos. A educação sexual então acaba sobrando para a escola ou para os amigos, quando deveria começar em casa, ser complementada pela escola e encaminhada por um profissional de saúde.
É fundamental que a família preste atenção nas mudanças que acontecem nessa fase do desenvolvimento. Quanto mais próximos estiverem pais e filhos, menores serão os riscos de informações indevidas, além de sempre ser possível perguntar alguma coisa. A internet também é uma boa fonte de consulta. O importante é que as dúvidas sejam sempre esclarecidas e dialogadas. Se necessário, sob intervenção médica.
Nas escolas, os programas disciplinares que envolvem sexualidade geralmente dão o assunto de forma mais ampla e sem espaço para tirar dúvidas. Para ampliar o assunto, fica a necessidade de complementar o que foi ensinado com projetos envolvendo profissionais da área. Participar de oficinas de educação sexual, bem como ter consultas médicas periódicas, dá aos adolescentes um espaço para conversar de forma mais pessoal. Bem-informados, eles podem prevenir as DSTs.
Trecho retirado de http://www.isaudebahia.com.br/noticias/detalhe/ noticia/dst-na-adolescencia-a-maior-arma-e-a-informacao/
 

Texto 3

Pouco mais de duas décadas atrás, quando um grupo de adolescentes se reunia no vestiário da escola ou do clube, o máximo de erotismo a que eles tinham acesso era uma revista que mostrava fotos de mulheres com os seios de fora. Nu frontal, só em publicações estrangeiras. Imagens de sexo explícito só apareciam nas histórias pornográficas desenhadas por Carlos Zéfiro. Hoje, quando o sinal do intervalo dispara e um grupo de alunos deixa a sala de aula para colocar em dia a conversa com os colegas, muitos têm algo bem mais picante para mostrar no visor do celular. O que os excita são as cenas de adolescentes nuas ou praticando sexo. Não se trata de cenas baixadas da internet, mas gravadas por colegas e distribuídas por tecnologias a que todo celular hoje em dia tem acesso, como o Bluetooth. O fenômeno de fotografar ou filmar a si próprio em momentos de intimidade e transmitir as imagens por celular nasceu nos Estados Unidos, onde é chamado de “sexting” – neologismo que une sex (sexo) e texting (a troca de mensagem de texto pelo telefone). Em pouco tempo, a mania se espalhou como vírus.
Trecho disponível em http://revistacrescer.globo.com/ Revista/Crescer/0,,ERT66866-15565,00.html
 

Texto 4


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Re: SEMANA 41: TEMA: Os desafios da sexualidade na adolescência

Mensagem por Francis Bacon em Ter Mar 21, 2017 8:39 pm

A hipersexualização dos jovens tornou-se um problema crônico em nossa sociedade, pois transforma o que deveria ser um processo contínuo de descoberta em uma corrida para o sexo. Isso se dá por conta da cultura contemporânea que casa a relação íntima ao status de adulto. Outro fator importante é o acesso fácil aos conteúdos eróticos, que, aliado ao afã juvenil de querer ser mais velho, catalisa o processo de perda da infância. As consequências disso são jovens constituindo famílias cada vez mais cedo e o aumento da estatística de pessoas com menos de 20 anos infectadas por doenças sexualmente transmissíveis.

Primeiramente, devemos pensar nos impactos causados pela quantidade de informações veiculadas na internet e na mídia. Na maioria das vezes, elas têm conotação sexual – ainda que velada –  que aguça os sentidos dos jovens, mas não os educam. Vale ressaltar que, a pressão social dos colegas também potencializa a necessidade natural de iniciação sexual, sendo cada experiência um troféu, pois sexo dá status social entre os adolescentes. A consequência disso é a iniciação desenfreada da vida sexual, negligenciando informações e conhecimentos básicos sobre preservativos, métodos contraceptivos etc.

A falta de educação sexual culmina em inúmeros fatores, dentre eles: gravidez precoce e aumento das estatísticas de pessoas infectadas por alguma dst. Em contraponto, há campanhas midiáticas e programas do governo que incentivam o uso e até disponibilizam preservativos, mas os jovens não temem tais doenças. Como o assunto é tabu, por mais que o conhecimento chegue, de certa forma, às pessoas, o diálogo, quando existe, é restrito e  não possibilita a construção e a internalização do conhecimento sobre o assunto.

O sexo em nossa sociedade é tratado de forma hipócrita: de um lado, há o apelo ao erotismo, de outro, a mistificação e a impossibilidade de se tocar no assunto. Portanto, para que as gerações futuras tenham mais responsabilidade sexual, é impreterível que haja o diálogo entre pais e filhos sobre o tema, tocando em todas as nuances possíveis e respeitando a diversidade sexual.  A escola, por sua vez, deveria abrir espaço para o diálogo, tratar o assunto como tema transversal e fazer campanhas constantes de conscientização dos alunos. Por fim, o governo deveria tratar essa questão como caso de saúde pública e, assim, incentivar os programas de escolas e ongs, bem como aliar-se aos veículos midiáticos para naturalizar o diálogo sobre sexo e sexualidade, para que assim se extingam a falta de informação e de diálogo para os jovens que estão por vir.

Modelo exemplar proposto pelo site: descomplica.com.br

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