SEMANA 37: TEMA: A prática de bullying nas escolas do Brasil

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

SEMANA 37: TEMA: A prática de bullying nas escolas do Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Seg Out 10, 2016 7:14 pm

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A prática de bullying nas escolas do Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Bullying é uma palavra inglesa que significa intimidação. Infelizmente, é uma palavra que está em moda devido aos inúmeros casos de perseguição e agressões que se estão detectando nas escolas e colégios, e que estão levando a muitos estudantes a viverem situações verdadeiramente aterradoras.
O Bullying se refere a todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou outros. O que exerce o “bullying” o faz para impor seu poder sobre outro através de constantes ameaças, insultos, agressões, humilhações, etc., e assim tê-lo sob seu completo domínio durante meses, inclusive anos. A vítima sofre calada na maioria dos casos. O maltrato intimidatório o fará sentir dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a consequências devastadoras como o suicídio.
 

Texto 2

A lei que obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate o bullying entrou em vigor nesta semana. O texto, publicado no “Diário Oficial da União” de 9 de novembro havia sido aprovado pela Câmara em outubro e enviado para a sanção presidencial.
Pelo texto aprovado, bullying é definido como a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima.
O projeto determina que seja feita a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares, para identificar vítimas e agressores. Também estabelece que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores. Segundo o texto, a punição dos agressores deve ser evitada “tanto quanto possível” em prol de alternativas que promovam a mudança de comportamento hostil.
Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2016/02/
lei-que-obriga-escolas-e-clubes-combaterem-bullying-entra-em-vigor.html
 

Texto 3

Assim como na pesquisa de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais entrevistados relataram em 2015 terem praticado do que sofrido bullying, não apenas na escola, mas em qualquer ambiente que frequentam. Meninas são menos provocadoras do que meninos: 15,6% das alunas disseram já ter praticado bullying, enquanto entre os alunos a proporção sobe para 24,2%. A prática é um pouco mais frequente nas escolas privadas (21,2% dos entrevistados disseram fazer bullying) do que na rede pública (19,5%).
Sofreram bullying com frequência 7,4% (194,6 mil) dos alunos do 9º ano, principalmente por causa da aparência do corpo ou do rosto. A incidência das provocações é um pouco maior nas escolas públicas (7,6%) que nas particulares (6,5%).
 

Texto 4

avatar
Francis Bacon
Corretor
Corretor

Mensagens : 872
Pontos : 1010
Data de inscrição : 13/02/2016

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: SEMANA 37: TEMA: A prática de bullying nas escolas do Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Seg Abr 10, 2017 9:30 pm

No drama “Preciosa”, de 2009, a personagem Claireece comprova que há 29 anos os Estados Unidos já discutiam o tão perigoso bullying. Violentada pelo pai e negligenciada pela mãe, a menina de 16 anos, já com um filho, ainda precisava lidar com os duros deboches em sala de aula, alimentando o seu isolamento e, consequentemente, o distanciamento do aprendizado escolar. No Brasil, a realidade não é diferente; porém, a verdadeira preocupação só chegou às instituições de ensino em 2016, ano em que a prevenção e o combate à prática tornou-se lei no país. Isso confirma que, diferentemente da situação norte-americana, a luta aqui é recente e precisa ser valorizada, tanto no ambiente escolar quanto no familiar.

Em primeiro lugar, é preciso destacar a importância da escola na solução de atos como o bullying. Isso porque, além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência no coletivo, nas relações pessoais e profissionais. Paulo Freire já falava em uma “cultura da paz”, evidenciando o papel da educação na exposição de injustiças, incentivando a colaboração, a convivência com o diferente, a tolerância. Isso comprova a necessidade de as instituições trabalharem o assunto dentro e fora de sala, combatendo a violência entre os alunos e dos próprios professores com os estudantes. Há, porém, outro agente muito importante nessa luta: a família.

Apesar de acontecerem, em sua maioria, dentro das escolas, os casos de bullying também podem ser combatidos com a ajuda dos responsáveis. Para isso, porém, é necessário que o ambiente em casa seja de acolhimento, e não de repulsa. No filme, a mãe de Preciosa não apoiava a filha, não ligava para os seus problemas e, inclusive, permitia abusos por parte do pai. Se o espaço privado não é de compreensão, os problemas na rua se agravam e, consequentemente, o isolamento do indivíduo é cada vez maior. Claireece se escondia na sua imaginação, a única coisa que, de fato, a aceitava como era.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se discutir a questão e o papel da escola e dos responsáveis nessa luta. Em primeiro lugar, o poder público, criador da lei que incentiva o combate à prática, pode fiscalizar as instituições e fazer valer o que está no Diário Oficial, contratando, inclusive, mais psicólogos para os colégios e promovendo treinamentos. A mídia pode denunciar os casos, a fim de facilitar o trabalho do governo e, é claro, conscientizar a população. Deve, também, por meio de ficções, levar a discussão à família, mostrando a importância de o assunto ser tratado em casa. A escola, então, pode chamar os pais ao debate e, com palestras e reuniões em grupo, mostrar o seu papel nessa prevenção. Só assim será possível evitar que, no Brasil, 29 anos depois, tenhamos mais figuras como a de Preciosa, que precisava dos sonhos para escapar de todo o pesadelo que a sua vida insistia ser.

Modelo exemplar proposto pelo site: descomplica.com.br

_________________
avatar
Francis Bacon
Corretor
Corretor

Mensagens : 872
Pontos : 1010
Data de inscrição : 13/02/2016

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum