SEMANA 34: TEMA: O livro na era da digitalização do escrito e da adoção de novas ferramentas de leitura

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SEMANA 34: TEMA: O livro na era da digitalização do escrito e da adoção de novas ferramentas de leitura

Mensagem por Francis Bacon em Seg Out 10, 2016 7:05 pm

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O livro na era da digitalização do escrito e da adoção de novas ferramentas de leitura, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1


Marco Aurelio. Zero Hora. 7 nov. 2015.
 

Texto 2

[…] fiquei sabendo que a Amazon Books – a livraria on-line mais famosa do mundo – havia inaugurado sua primeira loja física nos Estados Unidos. Depois de duas décadas de vendas pela internet, ameaçando a existência das livrarias tradicionais, a gigante do comércio eletrônico se instalou numa loja de shopping com os 6 mil títulos mais vendidos e mais bem avaliados no seu site. Ou seja: em vez do texto virtual, para os leitores digitais, ou da encomenda on-line, as pessoas poderão pegar o livro na mão, apertar como se fosse um tomate, folhear e cheirar à vontade, exatamente como fazem os frequentadores da nossa feira porto-alegrense. E o mais importante: poderão levar o produto com elas, abrir e consumir em qualquer lugar, sem necessidade de bateria, wi-fi ou 3G.
Adaptado de: SOUZA, Nilson. Livros e tomates. Zero Hora. Segundo Caderno. 7 nov. 2015. p. 7.
 

Texto 3

“Das duas, uma: ou o livro permanecerá o suporte da leitura, ou existirá alguma coisa similar ao que o livro nunca deixou de ser, mesmo antes da invenção da tipografia. As variações em torno do objeto livro não modificaram sua função, nem sua sintaxe, em mais de quinhentos anos. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados. Você não pode fazer uma colher melhor que uma colher […]. O livro venceu seus desafios e não vemos como, para o mesmo uso, poderíamos fazer algo melhor que o próprio livro. Talvez ele evolua em seus componentes, talvez as páginas não sejam mais de papel. Mas ele permanecerá o que é.”
ECO, Umberto; CARRIÈRE, Jean-Claude. Não contem com o fim do livro. Trad. André Telles. Rio de Janeiro-São Paulo: Record, 2010. p. 14.

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Re: SEMANA 34: TEMA: O livro na era da digitalização do escrito e da adoção de novas ferramentas de leitura

Mensagem por Francis Bacon em Seg Out 10, 2016 7:06 pm

“O caminho digital é sem volta.” A frase é de Paulo Coelho, escritor carioca mundialmente famoso, em uma entrevista à revista Época sobre a chegada do Kindle ao Brasil. De fato, a ascensão dos e-readers abriu portas para o desenvolvimento de novas tecnologias ligadas à leitura e, principalmente, para a preocupação com relação ao fim do livro impresso. Em um contexto de valorização, cada vez maior, de novas formas de ler e comercializar as obras, vale questionar se, diante de uma sociedade que sofre com a falta de concentração, é vantajoso adotar esses meios.
É necessário analisar, antes de tudo, o comportamento do indivíduo atingido pela digitalização da escrita. Na visão de Zygmunt Bauman, há, hoje, uma crise de atenção. A dificuldade de se concentrar, aliada à informação em grande escala, gera o que o sociólogo polonês chama de “fragmentos do conhecimento”, dificultando o aprendizado e, consequentemente, a dedicação a grandes leituras. Nesse sentido, é difícil garantir que um pequeno aparelho com mais de duas mil obras seja interessante para qualquer pessoa que não consiga terminar um livro.
Ainda assim, é indispensável destacar as vantagens da adoção dessas novas ferramentas. Além da alta capacidade de armazenamento e do acesso facilitado em qualquer hora e lugar, o preço dos textos digitalizados é muito mais baixo, uma vez que que o processo de produção também é mais barato. Há livros físicos que chegam a custar três vezes o valor da sua versão virtual, o que justifica a dificuldade de manter um hábito de leitura na nossa sociedade. No mesmo caminho, a concorrência cada vez maior nesse mercado tem permitido a redução do preço dos aparelhos de leitura digital, facilitando ainda mais a compra, a venda e, é claro, a fidelização do leitor.
Torna-se evidente, portanto, que, apesar das muitas vantagens na digitalização da escrita, há obstáculos que precisam ser resolvidos, a fim de aproveitá-las plenamente. Em primeiro lugar, a escola, crucial na iniciação do aluno na leitura, pode trabalhar a inserção desses textos em sala, com a possibilidade de utilizar vídeos, imagens e até a internet. Deve, também, trazer psicólogos, por exemplo, que falem sobre a procrastinação e suas consequências. A mídia, por sua vez, pode tratar o problema em novelas, debates e até propagandas, tentando mostrar aos indivíduos a necessidade cada vez maior de tratar a concentração. Só assim, resolvendo o problema na sua raiz, o homem e a leitura chegarão a um caminho comum, sem ninguém olhar para trás.

modelo proposto retirado do site: descomplica.com.br

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