TEMA: Intolerância religiosa em discussão no Brasil

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TEMA: Intolerância religiosa em discussão no Brasil

Mensagem por Ravena Maria em Qua Set 28, 2016 8:24 pm

Em 2015, no Brasil, foram registradas mais de 200 denúncias de casos de intolerância religiosa através do serviço de atendimento Disque 100 (Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos), essas denúncias foram feitas por pessoas de diferentes grupos religiosos, sendo a maioria de grupos afro-brasileiros seguidos dos muçulmanos residentes no país. Conclui-se, a partir desse dado, que existe esse tipo de intolerância no país e que muitas vítimas estão denunciando ao invés de temerem represálias.
            Existem, na constituição brasileira, leis que protegem a liberdade de expressão e de culto. No entanto, apesar de elas concederem ao cidadão brasileiro o direito de seguir determinada crença religiosa, o preconceito ás diferentes crenças ainda persiste. Uma vez que: indivíduos usufruem da sua liberdade de expressão e passam a insultar e/ou agredir outrem por não concordar com a religião da mesma. No Rio de Janeiro, por exemplo, muçulmanos recorreram ao ministério da justiça alegando terem sido alvo de insultos por moradores locais. Em resposta, disse o ministro: “É inadmissível que toda uma religião seja confundida com terrorismo”. Compreende-se, a partir desse ponto de vista, que isso vale para todas as religiões.
         Apesar disso, existe um ponto positivo: membros de religiões com histórico de discriminação no país estão denunciando ao invés de temerem os agressores. A exemplo das religiões de origem africana, as quais sofrem discriminação desde o período colonial – em que eram proibidas de exercerem seus rituais pela população dominante da época. Nos últimos anos, as denúncias feitas por membros dessa matriz cresceram gradativamente de 2013 a 2015.
         Visto isso, é preciso da ajuda de alguns agentes para que o combate à intolerância religiosa no país continue progredindo. O poder judiciário, por sua vez, precisa punir rigorosamente os agressores por meio das leis já existentes que protegem a liberdade de culto, para assim termos um país mais justo.  Ademais, como já dizia Pitágoras “educai as crianças e não será preciso punir os homens”, é preciso que a escola e a família abordem questões sobre diversidade religiosa, ensinando desde cedo os pequenos a romper com o etnocentrismo. E, por fim, o ministério da educação e o da justiça em parceria com ONG’s, por meio de campanhas, mídia e redes sociais, dissemine a ideia de que: independente que qualquer fé, o respeito é o mais importante. Conscientizando a população, redemocratizando o país.

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Re: TEMA: Intolerância religiosa em discussão no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Ter Out 04, 2016 8:29 pm

Em 2015, no Brasil, foram registradas mais de 200 denúncias de casos de intolerância religiosa através do serviço de atendimento Disque 100 (Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos)[.] Essas denúncias foram feitas por pessoas de diferentes grupos religiosos[,] a maioria grupos afro-brasileiros[,] seguida pelo grupo de muçulmanos[,] residentes no país. Conclui-se, a partir desse dado, que existe esse tipo de intolerância no país[é claro que existe, já é o tema.] e que muitas vítimas estão denunciando em vez de temerem represálias.


Existem, na constituição brasileira, leis que protegem a liberdade de expressão e de culto. No entanto, apesar de elas concederem ao cidadão brasileiro o direito de seguir determinada crença religiosa, o preconceito às diferentes crenças ainda persiste. Uma vez que: indivíduos usufruem da sua liberdade de expressão[!][liberdade de expressão é diferente de liberdade de repressão] e passam a insultar e/ou agredir outrem por não concordar com a religião da mesma[N]. No Rio de Janeiro, por exemplo, muçulmanos recorreram ao ministério da justiça alegando terem sido alvos de insultos por moradores locais. Em resposta, disse o ministro: “É inadmissível que toda uma religião seja confundida com terrorismo”. Compreende-se, a partir[R] desse ponto de vista, que isso vale para todas as religiões.[?]


Apesar disso, existe um ponto positivo: membros de religiões com histórico de discriminação no país estão denunciando em vez de temerem os agressores. A exemplo das religiões de origem africana, as quais sofrem discriminação desde o período colonial – em que eram proibidas de exercerem seus rituais pela população dominante da época[T]. Nos últimos anos, as denúncias feitas por membros dessa matriz cresceram gradativamente de 2013 a 2015.[e?…]
[PD]


Visto isso, é preciso da ajuda de alguns agentes para que o combate à intolerância religiosa no país continue progredindo. O poder judiciário, por sua vez, precisa punir rigorosamente[!] os agressores por meio das leis já existentes que protegem a liberdade de culto, para assim termos um país mais justo. Ademais, como já dizia Pitágoras “educai as crianças e não será preciso punir os homens”, [C] é preciso que a escola e a família abordem questões sobre diversidade religiosa, ensinando desde cedo os pequenos a romper com o etnocentrismo[etno não é prefixo de religião]. E, por fim, o Ministério da Educação e o da Justiça em parceria com ONGs, por meio de campanhas, mídia e redes sociais, dissemine[?] a ideia de que: independente que qualquer fé[?], o respeito é o mais importante. Conscientizando a população [de que?] e redemocratizando o país.

Nota:
I
120
O participante demonstra domínio adequado da norma-padrão, apresentando alguns desvios gramaticais graves e de convenções da escrita, ou muitos desvios leves. Assim, há certos desvios que ocorrem em várias partes do texto, revelando que um ou mais aspectos da norma-padrão ainda não foram incorporados aos seus hábitos linguísticos. Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal ou nominal, não impedem que a redação receba essa pontuação, desde que não configurem falta de domínio absoluto do padrão da linguagem escrita formal. Assim, o participante que realizar alguns desvios graves ou gravíssimos, ou muitos desvios leves, pode receber essa pontuação.
II
160
O participante desenvolve bem o tema, mas não explora os seus aspectos principais. Desenvolve uma argumentação consistente e apresenta bom domínio do tipo textual dissertativo-argumentativo, mas não apresenta argumentos bem desenvolvidos. Os argumentos defendidos não ficam restritos à reprodução das ideias contidas nos textos motivadores nem a questões do senso comum.
III
160
O participante seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, em defesa de seu ponto de vista. Explicita a tese, seleciona argumentos que possam comprová-la e elabora conclusão ou proposta que mantenha coerência com a opinião defendida na redação. Entretanto, os argumentos utilizados são previsíveis. Não há cópia de argumentos dos textos motivadores.
IV
200
O participante articula as partes do texto, porém com algumas inadequações na utilização dos recursos coesivos. A redação enquadrada neste nível poderá conter eventuais desvios, como: frases fragmentadas que comprometam a estrutura lógico gramatical; sequência justaposta de ideias sem encaixamentos sintáticos; ausência de paragrafação; frase com apenas oração subordinada, sem oração principal. Poderá conter ainda desvios de menor gravidade: emprego equivocado do conector; emprego do pronome relativo sem a preposição, quando obrigatória; repetição desnecessária de palavras ou substituição inadequada sem se valer dos recursos de substituição oferecidos pela língua. Esta pontuação deve ser atribuída ao participante que demonstrar domínio regular dos recursos coesivos.
V
160
O participante elabora proposta de intervenção clara, relacionada à tese e bem articulada com a discussão desenvolvida no texto. São explicitados os meios para realizá-la.
Aviso:
*Lembre-se de que a quebra de linha entre os parágrafos, presente nesse fórum, é somente para facilitar a leitura do texto. No ENEM, a paragrafação deverá ser feita sem quebra de linha, apenas com o espaçamento no início de cada parágrafo.*
Legenda de Erros:
[!]
Evite
[C]
Conectivo
[F]
Fuga Tema ou Tese
[N]
Norma Culta
[R]
Repetição


[?]
Confuso
[E]
Explique/Explicite
[G]
Gênero Textual
[PD]
Parágrafo Descritivo
[T]
Trecho Prolixo

[!] = palavra ou expressão não indicada (possível clichê).
[?] = palavra ou trecho com possível interpretação ambígua, ou de difícil entendimento, ou com ausência de sentido lógico (releia). (COERÊNCIA)
[C] = ausência de conectivo ou uso incorreto do elemento coesivo em relação à sequência justaposta entre as frases e o seu significado. (COESÃO)
[F] = o trecho aborda outro assunto fora do tema sugerido ou que não esteja explicitado na tese.
[G] = verbos em 1ª ou 2ª pessoa | parágrafos em sequência diferente do padrão (intro. > desenv. > concl.) | texto com falhas no gênero dissertativo-argumentativo
[N] = expressão ou palavra contém traços de informalidade | repetição exacerbada da conjunção que (queísmo)
[PD] = o parágrafo não contém argumentação ou tende para a descrição sobre o tema (lembre-se de que fatos sozinhos não sustentam argumentos, é preciso explicitar como ele se desenvolve em problema).
[R] = palavra repetida (COESÃO) ou ideia repetida (COERÊNCIA).
[T] = palavra

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