SEMANA 29: TEMA: Os obstáculos na doação de sangue no Brasil

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SEMANA 29: TEMA: Os obstáculos na doação de sangue no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Sab Ago 27, 2016 2:07 am

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Os obstáculos na doação de sangue no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I

É preciso criar o hábito de doar. Atualmente, são coletadas no Brasil, cerca de 3,6 milhões de bolsas/ano, o que corresponde ao índice de 1,8% da população doando sangue. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde trabalha para aumentar este índice. O Ministério da Saúde reduziu a idade mínima de 18 para 16 anos (com autorização do responsável) e aumentou de 67 para 69 anos a idade máxima para doação de sangue no País.
Alguns estados como São Paulo e o Distrito Federal fornecem vantagens para os doadores regulares de sangue. Existem leis que isentam da taxa de inscrição os doadores de sangue que quiserem prestar concursos públicos realizados pela Administração Direta, Indireta, Fundações Públicas e Universidades Públicas do Estado.
Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/ 35615-a-importancia-da-doacao-regular-de-sangue.html

Texto II

Os estoques de sangue estão acabando nos hospitais e hemocentros de todo o Brasil, Para incentivar a doação, está no ar a campanha “Junho Vermelho”, que nós apoiamos. Em todo o país, vários monumentos foram iluminados na cor vermelha durante esta semana para lembrar a população a respeito da importância da doação de sangue. Neste período, em que, com férias escolares e, em algumas regiões, inverno rigoroso, é comum o número de doadores diminuir muito – isso mesmo sendo um período de grande demanda por causa das festas juninas, tanto por causa do grande movimento nas estradas quanto por causa de acidente com fogos.
No Brasil, os doadores correspondem a apenas 1,9% da população, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 3% a 5% dos habitantes de um país sejam doadores. Nesse período é comum o número de doadores cair até 30%.

Texto III

Realmente o brasileiro ainda não tem a consciência da importância da doação. Aqueles que já precisaram de transfusão de algum hemocomponente para si ou para pessoas de sua família passam a compreender a necessidade de realizarem doações periodicamente. A mudança desta cultura somente se faz através da conscientização e da educação dos jovens. Existem vários projetos, em vários serviços do país, da educação para doação nas escolas. Ao conseguir sensibilizar as crianças e jovens sobre a importância de doadores consegue-se pequenos captadores em suas famílias e futuros doadores. Acredito que esta é a principal ação que devemos fazer para a mudança dessa cultura. Mas até conseguir esta mudança, campanhas direcionadas para o público adulto se fazem necessárias para que os estoques dos serviços se mantenham adequados. As campanhas de captação de doadores devem também sensibilizar aqueles adultos que ainda não compareceram a um serviço para realizar a doação. E também aqueles que já doaram, para se tornarem doadores fidelizados.
Junia Mourão Cioffi, diretora de comunicação da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, a ABHH
Disponível em: http://www.labnetwork.com.br/destaque/entrevista-junia-m-cioffi-da-abhh-
falasobre-o-panorama-das-doacoes-de-sangue-no-brasil/

Texto IV

No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta terça-feira (14), a polêmica em torno da doação por homossexuais volta à discussão no cenário mundial. Isso porque, após atentado à boate gay em Orlando (EUA), no último domingo (12) – que culminou com 50 mortos e 53 feridos – muitos homossexuais, dispostos a ajudar, se viram impedidos por infringir as regras norte-americanas.
Nos Estados Unidos, a legislação diz o mesmo que as normas do Brasil: “homens que tenham mantido relações sexuais com outro homem no último ano não podem doar”. A determinação faz com que, na prática, integrantes desse grupo sejam impedidos de fazer a doação.
Uma campanha lançada em abril deste ano pela agência de publicidade Africa, em parceria com a ONG internacional All Out, quantificou em uma fila virtual o reflexo dessas regras. Contabilizando – por meio de uma enquete online – homens homossexuais que gostariam de doar sangue e não podem, a Wasted Blood tem uma lista de 215.301 doadores em uma fila de espera fictícia. Segundo a campanha, os possíveis doadores têm, em sua maioria, entre 25 e 50 anos e poderiam ajudar 863.604 pessoas com um estoque simbólico de 97.155 litros de sangue.
A regra de abstinência sexual de um ano para os homossexuais interessados em doar sangue é nova em solo norte-americano. Ela vale desde 2015, quando o FDA (Agência Federal de Drogas e Alimentos), órgão que equivale à Anvisa brasileira, derrubou a norma que bania homens gays de doar sangue por toda a vida e publicou as novas determinações similares às brasileiras. Para os brasileiros, por sua vez, a regra já vale desde 2004. Voltada ao tema, a campanha Igualdade na Veia, criada pelo Grupo Dignidade, já reúne mais de 19 mil assinaturas em petição online contra a regra vigente no Brasil. “Não é a orientação sexual que deve eliminar um doador, mas sim o seu comportamento de risco, independentemente se falamos de héteros ou homossexuais”, avalia Toni Reis.
 

Texto V


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Re: SEMANA 29: TEMA: Os obstáculos na doação de sangue no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Sab Ago 27, 2016 2:08 am

Modelo de redação proposto pelo site Desconversa.com.br:

Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nesta perspectiva, um simples auxílio pode transformar e salvar várias vidas, como aconteceu após o deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói, em 2010. Centenas de pessoas se prontificaram a enviar água e mantimentos àqueles que perderam tudo com a chuva. No entanto, em outros casos, há empecilhos que dificultam o processo de ser solidário, como acontece em relação à doação de sangue no Brasil.

Primeiramente, a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. No estado da Bahia, por exemplo, nos meses de fevereiro e junho, há grande concentração de eventos, como o Carnaval e as Festas Juninas, por conseguinte, maior ingestão de bebidas alcoólicas e motoristas embriagados, o que faz com que os acidentes no trânsito aumentem. Assim, a exposição deste problema pelos meios de comunicação e o incentivo a novos doadores ainda são escassos.

Além disso, a doação de sangue feita por homens homossexuais é um obstáculo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os cidadãos que têm relações homoafetivas constituem o chamado “grupo de risco”, pois, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV. Neste sentido, o Brasil exclui a doação de homossexuais que tenham realizado sexo até o prazo de 12 meses. Entretanto, a orientação sexual não pode ser o critério de seleção, mas sim a condição de saúde dos indivíduos, uma vez que a Aids também é transmitida por heterossexuais. Com isso, tal grupo fica à margem de exercer a solidariedade e salvar vidas.

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Logo, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria alterar as leis que excluem os homossexuais da doação e investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.

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