SEMANA 23: TEMA: As redes sociais como meio de ativismo

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SEMANA 23: TEMA: As redes sociais como meio de ativismo

Mensagem por Francis Bacon em Sab Ago 27, 2016 1:56 am

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema As redes sociais como meio de ativismo, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I


 

TEXTO II

O que é ciberativismo?
É uma forma de ativismo pela internet, também chamada de ativismo online ou digital, usada para divulgar causas, fazer reivindicações e organizar mobilizações.
“É uma arena complementar de mobilização e politização, somando-se a assembléias, passeatas, atos públicos e panfletos”, diz o professor de comunicação da Universidade Federal Fluminense Dênis de Moraes em seu texto O Ativismo Digital, divulgado, claro, na internet. Usado principalmente por ONGs e entidades civis, o ciberativismo é uma alternativa mais democrática e acessível do que os meios de comunicação de massa tradicionais e pode ser praticado por qualquer pessoa que tenha acesso à internet. E de várias formas.Você pode participar de fóruns e grupos de discussões, mandar e-mails a representantes políticos exigindo providências sobre determinada questão, assinar abaixo-assinados online cobrando de empresas e autoridades o cumprimento dos direitos do consumidor (…), apoiar a causa dos direitos humanos e defesa de minorias (…) e até mesmo criar blogs para divulgar essas e outras causas, como o combate à corrupção, a conservação da natureza e a propagação da cultura de paz. (…) No fim de 2006, por exemplo, a caixa postal do senador mineiro Eduardo Azeredo foi inundada por e-mails contrários ao projeto de lei que obrigava a identificação dos usuários de internet antes de iniciar qualquer operação que envolvesse interatividade. A mobilização surtiu resultado e o projeto acabou sendo arquivado.
Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_281598.shtml

TEXTO III

O apoio a causas pela internet motiva ações no mundo real? Segundo uma pesquisa da Universidade de British Columbia, no Canadá, esse tipo de manifestação on-line pode ter, na verdade, um efeito inverso. Segundo o estudo, a sensação de dever cumprido provocada pelo clique no botão “curtir” estimula as pessoas a deixarem de lado ações mais significativas, como doar dinheiro a instituições ou se engajar de fato em um trabalho voluntário.
O objetivo dos cientistas era investigar um fenômeno que ainda gera controvérsias entre estudiosos, conhecido como slacktivism. O termo em inglês, surgido em 1995, é formado pelas palavras slack (preguiçoso, negligente) e activism (ativismo). Na época, a expressão se referia às atividades feitas por jovens na internet para afetar a sociedade de forma progressiva. Atualmente, porém, é usada para definir atos de apoio que têm como único resultado real a satisfação pessoal de quem constrói uma falsa imagem de engajamento sem fazer muito esforço.
Na investigação, os pesquisadores canadenses conduziram uma série de testes para verificar se, após demonstrarem apoio a uma instituição, as pessoas se sentiam mais ou menos dispostas a doar dinheiro a essa entidade. No mais significativo deles, um grupo de voluntários ganhou broches para mostrar apoio aos veteranos de guerra. Enquanto uma parte era convidada a usar o bottom, a outra era orientada a não exibi-lo. Depois, todos os participantes foram convidados a fazer uma doação. Entre os que ganharam as peças, mas não a penduraram na roupa, o índice de contribuição foi bem mais alto; já os que ostentaram o símbolo não doaram muito mais do que as pessoas que não receberam brinde.
Disponível em: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/11/28/noticia_saudeplena,146533/apoio-a-causas-em-redes-sociais-produz-sensacao-de-dever-cumprido.shtml
 

TEXTO IV

Um indício de que o fascínio com o poder das redes sociais para divulgação de temas políticos poderia estar sendo exagerado vem do fato de que os milhões de usuários que recobriram a foto de seu perfil com as cores do movimento gay representam menos de 2% das contas do Facebook (no Brasil, a porcentagem não é divulgada) – e quem viu a maior parte dos amigos trocar a imagem pode estar simplesmente associado a mais pessoas que são favoráveis ao casamento gay.
Para o professor de comunicação política Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no entanto, isso não é motivo para desprezar a força do ativismo on-line. “Primeiro, porque não é verdade que as pessoas só convivam com iguais nas redes. Se fosse assim, não haveria a ‘trolagem’, não haveriam confrontos. E também porque as pessoas não são monolíticas: podem concordar com uma opinião de seus amigos, mas não com outras”, diz.
Convivendo com pessoas que pensam diferente e que exibem, às vezes em grandes grupos, simultaneamente, a mesma posição, torna-se mais provável que as pessoas passem a refletir mais sobre um tema – ou porque não tinham pensado nele, ou porque começam a admitir que o argumento dos amigos é válido. Ou até por questões psicológicas, conforme diz o professor Jamil Marques, do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Temos sempre medo de ficarmos isolados, e às vezes isso pode nos fazer rever posições”, diz.
Marques reforça o que disse o filósofo Kwame Anthony Appiah, de Princeton. Em seu livro O Código de Honra, Appiah afirma que muitas revoluções morais se dão porque as pessoas que resistem à mudança, com o tempo, passam a se sentir ridicularizadas. Ele cita o exemplo dos chineses que obrigavam as mulheres a deformar os pés para que ficassem artificialmente pequenos. Quando a convivência com os ocidentais aumentou, o costume foi abolido para que a China não ficasse mal no cenário internacional.
Por outro lado, afirma o cientista político Sérgio Braga, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o ativismo, somado aos algoritmos das redes sociais, podem também levar as pessoas não a mudar suas posições, mas a recrudescer a divergência. “Esse é um risco real da internet. Criar intolerância com quem pensa diferente”, diz.
Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/o-ativismo-de-facebook-funciona-a2gv7jl59b5zl930qlb1uzepp

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Re: SEMANA 23: TEMA: As redes sociais como meio de ativismo

Mensagem por Francis Bacon em Sab Ago 27, 2016 1:57 am

Modelo de redação proposto pelo site Desconversa.com.br:
Sabe-se que as redes sociais facilitam, de maneira abrangente, o contato entre as pessoas. A ferramenta transformou-se em um importante meio para a divulgação de trabalhos, reencontro de velhos amigos, expressão de ideologias e reunião de pessoas em prol de um mesmo motivo como passeatas e protestos, que têm ocorrido em grande escala ultimamente. Há, porém, um problema que se destaca: em um cenário de ativismo virtual, presencialmente o povo parece permanecer inerte, o que impede, de certa forma, a existência de manifestações concretas e com efeitos importantes para o mundo contemporâneo.
Além de passeatas como “Orgulho GLBTS” ou movimentos raciais, grande número desses eventos tem ocorrido no Brasil em razão de problemas políticos, organizados, geralmente, por meio de redes sociais, alcançando uma união de proporções grandiosas. Se comparados a eventos como as “Diretas Já”, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, ou o “Fora Collor”, que reuniu cerca de 10 mil, verifica-se que os números atuais são muito maiores. O “Fora Dilma”, segundo seus organizadores, contou com a presença de 6,9 milhões de pessoas; a “Marcha das Vadias”, que protestava contra a crença de que as mulheres, vítimas de estupro, teriam provocado a violência por meio de seus comportamentos, ocorreu em todo o mundo e, apenas em Toronto, Canadá, contou com 3 mil participantes.
Entretanto, o ativismo virtual, muitas vezes, dá espaço às ruas desertas, sem manifestantes e, principalmente, sem organização. Nas palavras do sociólogo Manuel Castells, uma vez que “não basta apenas criticar na internet, é necessário que o movimento seja visível”, a inércia do indivíduo que só se revolta online não é saudável para os movimentos sociais. Um exemplo disso está nas próprias manifestações próximas à votação do impeachment da presidente: o movimento das redes sociais era imensurável; a presença nas ruas, porém, era mínima. Diante desse quadro, é importante propor medidas que não só alavanquem esses movimentos, mas também levantem os ativistas das cadeiras de seus computadores e os levem às manifestações reais.
Torna-se evidente, portanto, que, apesar de ser uma grande ferramenta nas reivindicações populares, a internet pode ajudar a desorganizar movimentos, mantendo sua ineficiência. Para resolver esse problema, a mídia e as ONGs, em parceria, podem trabalhar em comerciais de TV, programas, debates e campanhas a necessidade de o povo se manifestar presencialmente, lutando pelos seus direitos com propostas e movimentos concretos. Além disso, em um contexto de nascimento de indivíduos já conectados à internet, a escola pode trabalhar, em discussões e aulas temáticas, a necessidade de se sair às ruas e lutar por direitos, o que já existe no Brasil, mas, buscando resultados objetivos, precisa ser muito maior.

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