SEMANA 22: TEMA: Fome no Brasil – Como enfrentar esse problema?

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SEMANA 22: TEMA: Fome no Brasil – Como enfrentar esse problema?

Mensagem por Francis Bacon em Sab Ago 27, 2016 1:54 am

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Fome no Brasil – Como enfrentar esse problema?, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I


 

TEXTO II

A redução mais significativa da fome no Brasil aconteceu em 2012, aponta relatório das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (27). Nesse ano, o País alcançou duas metas da entidade internacional: cortar pela metade o número de pessoas passando fome e reduzir esse número para menos de 5% da população.
O relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), nesta quarta-feira (27), destaca os avanços brasileiros na redução do número de pessoas em situação de fome conquistado nos últimos anos. O Brasil é o país, entre os mais populosos, que teve a maior queda de subalimentados entre 2002 e 2014, 82,1%. No mesmo período, a América Latina reduziu em 43,1% esta quantidade.
Entre os mais populosos, o País também é aquele que apresenta a menor quantidade de pessoas subalimentadas. São 3,4 milhões no Brasil, pouco menos de 10% da quantidade total da América Latina, 34,3 milhões.
“O relatório confirma o esforço e reconhece a trajetória do Brasil na ação de redução da pobreza e do combate à fome”, ressaltou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
“O Brasil, ao contrário de outros países do mundo, sempre foi um grande produtor de alimentos. E, mesmo assim, a população passava fome. O nosso problema não era a disponibilidade de alimentos, era acesso aos alimentos e à renda. E isso conseguimos alcançar com políticas públicas”, explicou.
A publicação aponta também que o País alcançou todas as metas das Nações Unidas em relação à fome. O Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) era de reduzir pela metade a fome e o da Cúpula Mundial de Alimentação era de reduzir pela metade os números absolutos de subalimentados. O Brasil é um dos 29 países que conseguiram alcançar essas duas metas.
“O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que está em processo de formatação, visa reduzir em até menos de 5% até 2030. Desde o ano passado, nós já conseguimos alcançar esta meta”, contou a ministra.
As ações de segurança alimentar desenvolvidas e o Programa Bolsa Família foram citados como cruciais para o crescimento inclusivo que o Brasil alcançou.
“A proteção social pode estabelecer um círculo virtuoso de progresso à população pobre com melhores salários, empregos e rendas”, destaca o relatório. “Estes programas reduziram significativamente a desigualdade de renda – entre 2000 e 2012, a renda média do quintil mais pobre da população (20%) cresceu três vezes mais rápido que a dos 20% mais ricos.”
 

TEXTO III

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira revela que, apesar dos avanços, o Brasil ainda encontra um cenário preocupante no enfrentamento da fome. Segundo o levantamento, a insegurança alimentar grave atingia, em 2013, 3,2% (2,1 milhões) dos domicílios, com 7,2 milhões de habitantes (3,6% do total).
Em insegurança alimentar leve, estavam 14,8% (9,6 milhões) dos lares, com 34,5 milhões de habitantes e 17,1% a população. Em insegurança moderada, havia 4,6% (3 milhões) das residências, onde moravam 10,3 milhões de pessoas, 5,1% dos moradores.
A boa notícia da pesquisa é que cresceu em 10 anos a proporção de domicílios com acesso adequado aos alimentos, em quantidade e qualidade. Chegaram a 50,5 milhões de residências – mais de três quartos do total de 65,3 milhões. Neles, moravam 149,4 milhões de pessoas, 74,2% dos habitantes do país.

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Re: SEMANA 22: TEMA: Fome no Brasil – Como enfrentar esse problema?

Mensagem por Francis Bacon em Sab Ago 27, 2016 1:55 am

Modelo de redação proposto pelo site Desconversa.com.br:

A fome é a escassez de alimentos que atinge um número elevado de cidadãos tanto no Brasil quanto no mundo. Atualmente, mesmo com os avanços tecnológicos e sociais, milhões de pessoas ainda sofrem com esse problema no nosso país. Há inúmeras causas que contribuem com a falta de acesso à alimentação. Dentre elas, podemos até destacar as naturais. No entanto, são os próprios seres humanos os maiores responsáveis por esse fenômeno.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar os fatores que contribuem para esse mal. Um deles é o crescimento econômico, insuficiente para acabar com a pobreza no país. Isso acontece, principalmente, devido à concentração de renda, que faz com que perpetue a desigualdade social, gerando a fome. Além disso, devemos destacar a instabilidade política, a má administração dos recursos públicos e a injusta estrutura fundiária, que impossibilitam o acesso dos trabalhadores aos meios de produção e concentram as terras nas mãos de poucos. Ademais, as próprias causas naturais, como clima, desastres ambientais, pragas e inundações, são responsáveis por acentuar o problema da fome, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, apesar de não serem tão expressivas quanto a ação humana.

Qualquer tentativa, minimamente séria, de atacar os problemas da fome e da pobreza deve considerar as suas mais profundas causas. Esse diagnóstico aponta, necessariamente, para a urgência de um amplo processo de redistribuição da riqueza nacional, e essa não é, evidentemente, uma tarefa que possa ser deixada para o mercado. Ao contrário, a experiência internacional mostra que só se resolve o problema com a ação firme e planejada do Estado. As políticas públicas de combate à fome e pobreza não devem, portanto, se restringir a compensar os efeitos de um modelo econômico concentrador. Deve-se romper com a artificial separação das áreas econômica e social.

Fica claro, portanto, que as políticas de promoção da segurança alimentar devem ser pensadas como parte de um projeto alternativo de desenvolvimento, que tenha como eixo central a promoção de um crescente processo de inclusão social. Então, o Governo deve repensar projetos sociais a curto prazo, reformulando antigas iniciativas, como o Fome Zero e o Bolsa Família, além de, a longo prazo, pensar em outras formas de distribuição de renda e reforma agrária. Quanto à sociedade, cabe a solidariedade, principalmente por meio de campanhas de doações, em parceria com a mídia e as ONGs. Só assim acabaremos com um problema que, ainda no século XXI, mata pessoas diariamente.

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