SEMANA 20: TEMA: O Brasil mais maduro – Os desafios para garantir a maior idade

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SEMANA 20: TEMA: O Brasil mais maduro – Os desafios para garantir a maior idade

Mensagem por Francis Bacon em Dom Jun 12, 2016 8:38 am

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O Brasil mais maduro – Os desafios para garantir a maior idade, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I

Art. 3 – É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. […]
Art. 4 – Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.
Trecho do Estatuto do Idoso. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.741.htm

Texto II

Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional para Longevidade no Brasil e membro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis aos Idosos da OMS, explica que o crescimento dos idosos reflete o comportamento da população brasileira nas últimas décadas, que está com uma taxa de natalidade abaixo da taxa de reposição:
— Enquanto a expectativa de vida aumenta, a taxa de natalidade diminui. No Brasil, há mais de 15 anos nascem menos crianças que o necessário para repor os pais, ou seja, os casais estão tendo uma média de filhos inferior a dois.
De acordo com Renato Bandeira de Mello, geriatra e professor da Faculdade de Medicina da UFRGS, enquanto países como a França levaram em média um século para se tornarem países envelhecidos, no Brasil este processo está ocorrendo de forma muito mais rápida. 
Enquanto isso, as pessoas estão vivendo por mais tempo. O resultado desta equação é um crescimento muito rápido na proporção de idosos no país.
Segundo Kalache, enquanto em países europeus o processo de envelhecimento da população aconteceu de forma lenta e somente depois de um enriquecimento das nações, na qual problemas de infraestrutura já estavam resolvidos, o mesmo não ocorreu por aqui:
— O envelhecimento da população brasileira é um grande desafio para todos nós, pois vivemos em um país na qual ainda temos diversos problemas estruturais para serem resolvidos, como o sistema de saúde público, que é deficitário, um ensino básico de baixa qualidade, entre outros. E isso se reflete na qualidade de vida dos idosos.
De acordo com o relatório da OMS, um brasileiro que vive 75 anos teria uma média de 65 anos com qualidade de vida, sendo os últimos 10 associados a doenças, dependência de cuidados especiais e deficiências.
— Enquanto isso, em muitos países, como em grande parte daqueles do norte da Europa, as pessoas têm uma expectativa de vida acima dos 80 anos, e um número de anos perdidos com doenças inferior a 10. Elas vivem mais mais tempo e com melhor qualidade — compara o especialista.
Para Bandeira, um dos principais desafios atuais do Brasil melhorar a qualidade de vida dos idosos está relacionado à qualidade do atendimento primário de saúde e à formação de profissionais especializados em terceira idade:
— Precisamos incrementar políticas públicas de promoção e proteção à saúde ao idoso, assim como formar profissionais da saúde que tenham os conhecimentos fundamentais a respeito das peculiaridades do envelhecimento, como mudanças físicas, sociais e psíquicas, para que melhores condições de saúde e cuidado sejam oferecidas a essa população.
Adaptado de: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2015/09/numero-de-idososquase-triplicara-no-brasil-ate-2050-afirma-oms-4859566.html

Texto III



Texto IV


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Re: SEMANA 20: TEMA: O Brasil mais maduro – Os desafios para garantir a maior idade

Mensagem por Francis Bacon em Sab Ago 27, 2016 1:49 am

Com os avanços na medicina, a expectativa de vida do ser humano tende a crescer cada vez mais. No Brasil, de acordo com o IBGE, esse aumento é significativo e reflete no número de idosos que compõem sua população. Entretanto, mesmo com essa longevidade, o país apresenta muitas falhas no que diz respeito ao trato com a melhor idade, tanto no âmbito familiar quanto no espaço público, visto que é preciso lhes garantir qualidade de vida, visando suas necessidades físicas, psicológicas e legais.
Apesar da existência do Estatuto do Idoso, que garante a eles direito a saúde de qualidade, alimentação e lazer, por exemplo, ainda é alarmante o grau de desvalorização sofrido pelos mais velhos. Devido às limitações advindas da idade, sejam elas físicas, sejam psicológicas, os mais jovens os colocam como elementos descartáveis da sociedade, porque consomem mais do que são capazes de produzir para o coletivo. Ainda que existam jovens defendendo a valorização do idoso, é preciso ir além da teoria e respeitá-los na prática do dia a dia. Além disso, há uma negligência do Poder Público, que propicia atendimento e acesso de má qualidade à saúde pública, com grande defasagem no fornecimento de medicamentos.
Sendo assim, os desafios para melhor garantir qualidade de vida à terceira idade são principalmente causados pelo comportamento individualista e excludente dos indivíduos em seus diversos círculos sociais. Falta empatia e paciência para observar e perceber a necessidade do outro e as possibilidades de aprendizado e ensinamento que uma relação entre uma pessoa mais jovem e outra mais velha pode proporcionar. Ainda é preciso ressaltar que o mundo contemporâneo, informatizado e imediatista, opera em tempo diferente do deles, o que não facilita a convivência dos idosos em sociedade e contribui para uma sensação ainda maior de exclusão e inadequação.
Fica claro, portanto, que as dificuldades de interação e convivência do idoso em sociedade são reais e sérias, e que, para minimizar e por fim extinguir nessa desvalorização, é necessário um trabalho continuado de conscientização. O Governo precisa investir na saúde pública e em profissionais bem capacitados. Há também Núcleos de Estudo da Longevidade em Universidades, cuja ideia é de prevenção e busca de melhor vivência dessa fase. Daí o cuidado com a saúde, a inclusão em meios sociais, garantia de direitos e oportunidades trabalhistas, ampliação de interesses e incentivo a novos sonhos e planos que antes não eram ou não pareciam ser viáveis. Cabe também à família atuar de forma transformadora, fornecendo um lar acolhedor e nunca opressor, de modo que o idoso se sinta valorizado.

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