SEMANA 18: TEMA: Os impactos da propaganda no Brasil contemporâneo

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SEMANA 18: TEMA: Os impactos da propaganda no Brasil contemporâneo

Mensagem por Francis Bacon em Sex Jun 03, 2016 7:38 am

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Os impactos da propaganda no Brasil contemporâneo, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I


 

TEXTO II

Hoje, para estabelecer um diálogo com o consumidor do século 21, não basta apenas anunciar a mensagem. É necessário falar, ouvir, analisar, atender, aprimorar, encantar e, se preciso for, discutir a relação. Tudo com o intuito de fidelizar um público cada vez mais informado, conectado e colaborativo. É a propaganda de massa sendo substituída pela publicidade da alma. Afinal, como diz aquele velho bordão: “A propaganda é a alma do negócio”. Como criar campanhas e ações de marketing de sucesso neste novo cenário?
“Para ser relevante, a propaganda terá de ser criativa, pertinente e saber destacar os atributos dos produtos e serviços, diferenciando-os pelo posicionamento de suas marcas, alicerçado na missão e nos valores das empresas. O bom e ‘velho’ storytelling, a capacidade dos publicitários de traduzir os valores e os atributos de uma marca em boas histórias será fundamental para a sobrevivência do nosso negócio”, diz Luiz Lara, sócio e CEO da LEW’LARA|TBWA e presidente da Abap.
Disponível em http://revistadaespm.espm.br/.
 

TEXTO III

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado. Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de produtos infantis foram de R$ 209 milhões. No entanto, a publicidade não se dirige às crianças apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mercado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados também aos adultos.
O Ibope Mídia, que anualmente divulga os dados de investimento publicitário no Brasil, constatou que foram movimentados cerca de R$ 112 bilhões em 2013 com publicidade. A televisão permanece a principal mídia utilizada pela publicidade, representando 70% do investimento. Ao cruzar essa informação com o fato de a criança brasileira passar em média cinco horas e 35 minutos por dia assistindo à programação televisiva, é possível imaginar o impacto da publicidade na infância.
No âmbito da alimentação, a publicidade é um fator que estimula a disseminação da maior epidemia infantil da história: a obesidade. A pesquisa Targeting Children With Treats (Alvejando crianças com guloseimas, em livre tradução do inglês) de 2013 aponta que as crianças que já têm sobrepeso aumentam em 134% o consumo de alimentos com altos teores de sódio, gorduras trans e saturadas e açúcar, quando expostas à publicidade destes produtos.
Disponível em http://criancaeconsumo.org.br/consumismo-infantil/. Adaptado.
 

TEXTO IV

Você pode pensar que o fato de nunca ter clicado – e de não conhecer ninguém que o tenha feito – em uma propaganda no Facebook faz com que eles estejam perdendo tempo (e dinheiro) com a estratégia. Se você acha isso, você não só está errado como, muito provavelmente, é o público-alvo dessas propagandas.
A verdade é que os clicks são o de menos. Você está vendo a propaganda e ela está te influenciando, não importa o quanto você se esforce para ignorá-la. Exatamente como na televisão. Não à toa, especialistas acreditam que o Facebook pode virar a maior mídia do mundo também para fins publicitários.
Para ter certeza que a propaganda em seu site daria certo, Mark Zuckerberg fechou um acordo com uma empresa chamada Datalogix. A parceria funciona assim: a Datalogix tem um banco de dados dinâmico com informações de 100 milhões de consumidores americanos. Quando um americano compra algo no supermercado, ele costuma ter em mãos uma espécie de cartão de fidelidade que oferece descontos. Nesse cartão estão suas principais informações pessoais; assim que você sai da loja, a Datalogix tem seu nome, seu endereço e sua idade de um lado – e tudo que você comprou do outro. A partir do momento que essa informação é passada para uma rede social que, a rigor, é o maior banco de dados do mundo, tudo fica mais fácil. O Facebook não está só aproximando amigos: está aproximando gente que compra as mesmas coisas.
Disponível em http://revistagalileu.globo.com/. Adaptado.

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Re: SEMANA 18: TEMA: Os impactos da propaganda no Brasil contemporâneo

Mensagem por Francis Bacon em Seg Jun 06, 2016 8:08 pm

Modelo proposto pelo site Desconversa.com.br:

Educar para consumir

A revolução industrial foi marcada pela excedente produção. Desde então, a lógica capitalista é aumentar o poder de consumo da população, estimulando a forma de gastar dos indivíduos. Além disso, com os avanços tecnológicos e dos meios de comunicação, surge o fenômeno da globalização e, com ele, a propaganda, principal responsável pelo consumo exagerado. No entanto, estimular o consumo, sem conscientizar os consumidores, tem acarretado diversos problemas sociais e ambientais.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar os impactos da propaganda na desigualdade social. Um dos fatores que contribuíram para o aumento do consumo foi a ascensão da classe C. Muitas dessas pessoas, que antes viviam marginalizadas, compram exageradamente, a fim de minimizarem a exclusão. Como a mídia e a propaganda são responsáveis por impor um padrão vida, boa parte da população gasta mais do que pode para se enquadrar nos moldes de uma sociedade dita perfeita. Entretanto, deve ser levado em consideração, também, o fato de o âmbito da publicidade gerar empregos em diversas áreas, dando, assim, oportunidades a muitas pessoas.

Ademais, é imprescindível destacar os impactos ambientais causados pelo consumo exagerado incitado pela propaganda. O fenômeno chamado obsolescência programada consiste na prática de alguns produtores de desenvolver produtos com vida útil inferior à permitida pela tecnologia, motivando, assim, os consumidores a comprarem um novo modelo em pouco tempo. A propaganda tem papel fundamental nesse fenômeno, pois faz com que o indivíduo queira adquirir um novo produto, mesmo que não precise. Essa troca aumenta a produção de lixo, principalmente eletrônico. Além disso, o estímulo de produção gera mais gastos de energia e emissão de gases poluentes.

Fica claro, portanto, que o consumo é um hábito enraizado. Mesmo que a publicidade tenha aspectos positivos, é preciso educar a sociedade quanto à questão do consumismo. Cabe à família controlar os gastos dos seus filhos desde cedo, não dando a eles o que não for necessário. A reciclagem e as orientações sobre os hábitos de consumo devem ser introduzidas na vida escolar, assim como o governo deve investir mais em pesquisas sobre desenvolvimento sustentável e, em parceria com a mídia, trabalhar a ideia de compra responsável, de forma que não haja desperdícios. Dessa maneira, minimizaremos os problemas sociais e ambientais.

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