SEMANA 17: TEMA: A cultura de assédio no Brasil

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SEMANA 17: TEMA: A cultura de assédio no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Sex Jun 03, 2016 7:36 am

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A cultura de assédio no Brasil,apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I


TEXTO II

A Organização Internacional do Trabalho – OIT – definiu o assédio como atos de insinuações, contatos físicos forçados, convites impertinentes, desde que apresentem umas das características a seguir: a) ser uma condição clara para dar ou manter o emprego; b) influir nas promoções na carreira do assediado; c) prejudicar o rendimento profissional, humilhar, insultar ou intimidar a vítima. Cumpre ressaltar que não é necessário o contato físico para configuração do crime de assédio sexual, pois até mesmo expressões e comentários podem caracterizar o assédio. As maiores vítimas são as mulheres, mas há também, embora menos frequentes, casos de homens que são assediados por mulheres no ambiente de trabalho e, também, casos de assedio entre pessoas do mesmo sexo.
Disponível em http://elisabeteamaro.jusbrasil.com.br/artigos/121816588/assedio<sexual<nas< empresas

TEXTO III

Uma pesquisa online realizada pelo blog Think Olga, na campanha Chega de Fiu Fiu contra o assédio no espaço público teve como uma de suas conclusões mais significativas o fato de que as mulheres possuem um medo real de caminhar nas ruas, devido à sua condição de gênero. Um risco de ter sua integridade ameaçada, apenas por ser mulher.
Nessa pesquisa, de 7.762 participantes, 99,6% afirmaram que já foram alvos de algum tipo de assédio nas ruas. Esse dado mostra que há um problema sistêmico em relação ao tratamento que a mulher recebe na sociedade. Basicamente, o assédio público ameaça a integridade psico-física da mulher e restringe suas liberdades constitucionais como, por exemplo, o direito de ir e vir [já que muitas evitam ir para determinados lugares, ou mudam de caminho porque sabem que em determinados lugares sofrerão mais assédio], mas é extremamente naturalizado pela sociedade e ainda por cima, é observado como comportamento padrão dos homens.
Mesmo após décadas de luta do movimento feminista para a conquista do espaço público pelas mulheres, principalmente, no âmbito trabalhista, as ruas ainda refletem a cultura do estupro e do machismo, por meio da invasão do espaço privado, do medo causado e do cerceamento da liberdade — seja de comportamento, de vestimenta ou de mobilidade — das mulheres. O assédio nas ruas, em suas diversas expressões é, sobretudo, uma violência de gênero que impede o alcance de um Estado Democrático ideal, onde realmente exista justiça social e igualdade entre os indivíduos. O direito das mulheres à participação na vida pública exige que elas tenham segurança para tal. Enquanto não houver espaço para as mulheres nas ruas, não há que se falar em igualdade de direitos, em justiça social e, muito menos, em vivência democrática de fato.
Disponível em https://medium.com/revista-agora/assédio-nas-ruas-78592c9adc92#.230otu9y3.

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Re: SEMANA 17: TEMA: A cultura de assédio no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Qua Jul 05, 2017 11:24 am

Belas, respeitadas, do lar e do bar

No século XIX, o Romantismo transmitia, pela representação de personagens literárias, uma conduta de submissão feminina que compactuava com os valores morais da época. Nos dias atuais, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie alega que o problema do gênero consiste em descrever como devemos ser, em vez de reconhecer quem somos, o que comprova um modelo arcaico enraizado na sociedade. Nesse sentido, a cultura de assédio no Brasil é fruto de reflexos históricos e, para garantir o respeito e liberdade à mulher, intervenções são necessárias.

Primeiramente, uma das causas dos assédios é a visão machista sobre a conduta feminina. Mesmo que o Feminismo tenha assegurado maior autonomia política e social à mulher, o patriarcalismo ainda a subjuga pela sua vestimenta, direito de ir e vir e empoderamento. Desse modo, os ideais conservadores se sobrepõem à realidade. Em 2016, a revista Veja entrevistou a esposa do vice-presidente Michel Temer, em uma reportagem intitulada “bela, recatada e do lar”. Tal chamada unifica o papel da mulher, pois o machismo justifica que aquelas que fujam a esse padrão ao usarem roupas curtas e saírem desacompanhadas estão propícias ao abuso.

Além disso, há hoje a banalização do assédio e as redes sociais se tornaram uma ferramenta para tentar combatê-lo. Nas ruas, festas, trabalho e até dentro da própria casa as cantadas, puxadas no cabelo e as tentativas de reprimir a vítima à violência sexual são ações que se naturalizaram, já que acontecem cotidianamente na vida de muitas mulheres. Para engajar jovens e adultas contra a sensação de impunidade, campanhas virtuais como “Meu Primeiro Assédio”, “Me avisa quando chegar” e “Vamos juntas?” percorreram o Facebook e o Twitter a fim de denunciar as opressões vividas, trocar experiências e atrair a atenção da mídia e das pessoas para conterem esse mal.

Portanto, a cultura de assédio se solidificou na sociedade brasileira. A fim de alterar o olhar machista, debates e aulas de conscientização às crianças nas escolas fomentarão o respeito aos direitos da mulher. Ademais, os meios de comunicação, com impacto apelativo, devem transmitir noticiários sobre a equidade de gêneros e problematizar a banalização do abuso, induzindo a reflexão e mudança na conduta dos indivíduos. O Governo, ainda, sendo mais punitivo nas leis contra essa situação garantirá o reconhecimento da liberdade feminina, como anseia Chimamanda.

redação exemplar proposta pelo site: descomplica.com.br
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