TEMA: Os desafios no mercado de trabalho do Brasil contemporâneo

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TEMA: Os desafios no mercado de trabalho do Brasil contemporâneo

Mensagem por Filipe Otávio em Qua Abr 20, 2016 7:18 pm

Intervenção Obrigatória

Trabalhar no Brasil torna-se uma tarefa difícil com o avançar da crise econômica. A mistura de falta de mão de obra qualificada, altos custos de manutenção para os empregadores e incerteza política vem minando qualquer possibilidade de melhora no curto prazo. Apesar do Brasil ser uma nação acostumada a crises cíclicas, é chegada a hora de reconhecer a necessidade de ampla reforma trabalhista e tributária, sem a qual será impossível a construção de um ambiente de trabalho saudável e que permita à chegada ao estado de pleno emprego.

Não é difícil entender como o país chegou ao atual estado em termos econômicos. Durante o ciclo próspero das commodities no início do século 21, o governo federal fez amplo uso dos recursos disponíveis para sustentar uma política desenvolvimentista, a qual, apesar da redistribuição de renda alcançada, criou vícios causadores da recessão atual. Com a não realização de ajuste fiscal responsável e estímulo à economia no momento certo, chegou-se a um desequilíbrio nas contas públicas, o que gerou um ambiente de incerteza e contaminou a economia, com inflação e juros altos, pois o país ainda é pobre e muito dependente do Estado. Por fim, a referida inflação degradou o poder de compra da população e a capacidade de investimento do setor produtivo.

Foi com esse cenário que o trabalhador brasileiro passou a lidar nos últimos tempos. A sociedade passou a sentir na prática os efeitos colaterais de nosso sistema político e econômico. A irresponsabilidade estatal somou-se ao adiamento das famigeradas reformas. As políticas sociais, como a indexação dos benefícios ao salário mínimo e a própria política atual de valorização do referido salário, agora cobram seu preço. Para completar, mesmo se os desempregados buscarem se tornar microempresários por necessidade, encontrarão pesada burocracia e complexidade tributária. Fecha-se uma clara visão de um país onde suas leis e instituições simplesmente impedem o pleno desenvolvimento econômico.

Considerando a problemática apresentada, conclui-se que medidas paliativas irão apenas adiar o início de novo ciclo de crise e estagnação. O governo federal, a curto prazo, deve oferecer estímulo imediato ao empreendedorismo, com redução da burocracia na abertura de pequenas empresas e simplificação tributária. A longo prazo, o país necessita de reforma macroeconômica, com estabilização das contas públicas, combate à inflação e juros altos e fim da política de favorecimento de certos setores da economia em detrimento de outros. Todas essas medidas proporcionarão um ambiente econômico dinâmico que atenderá às necessidades atuais de nosso país.

Filipe Otávio
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