SEMANA 4: TEMA: Desastres ambientais – Qual o preço do desenvolvimento?

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SEMANA 4: TEMA: Desastres ambientais – Qual o preço do desenvolvimento?

Mensagem por Francis Bacon em Dom Mar 06, 2016 8:42 pm

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Desastres ambientais: qual o preço do desenvolvimento?, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
 

TEXTO I

Vários crimes contra a natureza são dolorosamente memoráveis. O primeiro a chamar atenção mundial foi a destruição atômica em Hiroshima e Nagasáki, no Japão, que matou pelo menos 150 mil japoneses e deixou o ambiente local radioativo por décadas. Outra tragédia nuclear, a explosão de um reator na usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, tirou a vida de 10 mil pessoas e afetou milhares de quilômetros de florestas. Outras tristes lembranças são os derramamentos de óleo no mar do Alasca, em 1989, e na costa espanhola, no ano passado. Ou o vazamento de gases tóxicos em Bhopal, na Índia, em 1984, considerado o pior acidente químico da história. Em nosso mosaico de desastres ecológicos, entraram fatos causados pelo homem que provocaram grande dano à natureza em um curto espaço de tempo.
“São catástrofes sérias por causa das perdas de vidas, mas são desastres pontuais. As verdadeiras tragédias ambientais ocorrem durante décadas e destroem ecossistemas locais”, afirma a naturalista Dejanira de Franceschi de Angelis, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro (SP). Exemplos disso são o avanço do buraco na camada de ozônio ou do efeito estufa, que podem comprometer a vida no planeta. Ou ainda o desmatamento das florestas brasileiras. Nos 503 anos de colonização, a Mata Atlântica perdeu 93% de sua cobertura original. Em um tempo bem menor – cerca de 30 anos – sumiram 20% da área da Amazônia e 80% do cerrado. “Esse último ecossistema deve levar milhões de anos para se recompor”, diz o biólogo José Maria Cardoso da Silva, da ONG Conservation International.
Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/ quais-foram-os-maiores-desastres-ecologicos-do-mundo)
 

TEXTO II

Não é inesperado o que aconteceu em Mariana. Primeiro, pelos alertas dados pelo Ministério Público de Minas Gerais e por especialistas; segundo, porque a mineração é uma atividade altamente agressiva e de elevado risco ambiental. A Vale está fazendo furos e deixando rejeitos em Minas Gerais há 70 anos. Não pode, diante de um desastre dessa proporção, soltar uma nota lacônica como se não fosse sua obrigação agir imediatamente.
A atividade mineradora no mundo inteiro tem uma série de procedimentos já consolidados ao longo do tempo para prevenir e mitigar desastre. Neste caso, se vê, a cada novo passo da investigação, que as empresas foram displicentes na prevenção e não demonstraram ter um plano de ação preparado para o caso de desastre. Prevenção e mitigação de danos é o mínimo que se pode exigir de empresa que lida com atividade de alto risco.
Disponível em: http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/vale-de-lama.html
 

TEXTO III

 Foi assim com a transposição imprudente do Rio São Francisco, que já começa a apresentar diversos problemas, antes mesmo da conclusão das obras. Foi assim com a aprovação e início da construção da gigantesca Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, que também já causa impactos irreversíveis no Meio Ambiente, com reflexos desastrosos que são sentidos no Sudeste do Brasil.
Foi assim com a grande devastação ocorrida no Pantanal, com queimadas imorais e desmatamento sem precedentes, que já modificaram até mesmo o ciclo de chuvas da região que vêm sofrendo como nunca com longos períodos de secas. Tem sido assim durante anos com total desrespeito aos riquíssimos biomas do Brasil, como, por exemplo, o Cerrado e a Mata Atlântica que quase não existem mais.
É triste ver que tantos governantes não exercem autoridade e não se posicionam de forma enérgica contra tamanha barbaridade que está sendo feita com a fauna e a flora de nosso país. É lamentável saber que muitos políticos não apenas se omitem (que já é uma incoerência), mas ainda por cima apóiam e incentivam a destruição desenfreada da Natureza.
É lastimável presenciar a maioria esmagadora da população não fazer nada em vista da aprovação de leis que, literalmente, agridem e acabam com o Meio Ambiente. Será que o progresso a qualquer custo justifica essa descabida intervenção desumana na Natureza? Será que os sucessivos e cada vez mais intensos desastres naturais, que vêm causando tantos transtornos, prejuízos e, pior do que isso, vêm ceifando vidas de tantas pessoas inocentes, não são suficientes para darmos um basta nesse total desrespeito ambiental que estamos vivendo em nossa nação?

Disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2011/02/23/o-alto-preco-do-desenvolvimento-insustentavel-artigo-de-gilson-de-oliveira-cheble/

TEXTO IV

“Foi um acidente” — dizem. Acidente é quando o freio falha e um carro bate contra outro. Acidente é quando alguém escorrega numa casca de banana e cai de costas. Grandes desastres ambientais, como os que ocorreram em Chernobyl, em Fukushima, em Bhopal ou em Minamata, não são acidentes. São o resultado quase inevitável de políticas públicas equivocadas ou de estratégias privadas gananciosas, ou de ambas as coisas.
Impressionou-me o depoimento de uma mulher do povo Krenak: “O rio já sabia que ia ser morto”, disse ela: “Quando a sujeira veio, ele foi subindo chorando, fazendo barulho. E minha mãe chorando junto”. Se o rio conhecia o seu destino, quem o matou também deveria conhecer — e com décadas de avanço.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/lamento-por-um-rio-18113116

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Re: SEMANA 4: TEMA: Desastres ambientais – Qual o preço do desenvolvimento?

Mensagem por Francis Bacon em Dom Jun 18, 2017 6:05 pm

José de Alencar e outros autores do romance indianista nos fizeram conhecer e entender a relação do índio com a natureza: subsistência, exploração saudável e freada, cooperação. Esse modo de se utilizar da fauna e da flora, no entanto, não é o mais prevalecente no mundo, já que o homem, desde muito antes de essas histórias serem contadas, tem para si duas únicas palavras-chave: desenvolvimento e lucro. A fim de satisfazer essas necessidades inventadas, viemos explorando, desenfreada e irresponsavelmente, o meio ambiente, sem pensar que – um dia – a humanidade pode ser engolida por essas ações, como recentes acontecimentos vêm sugerindo.

Primeiramente, é preciso compreender de que maneira ocorre a exploração de bens naturais. Constantemente retiramos do meio ambiente muito mais do que necessitamos, muito mais do que o imprescindível para a vida, isso porque nosso modo de viver está intimamente associado ao que é supérfluo. Exemplo disso, são as queimadas e desmatamento da Floresta Amazônica que cresceram cerca de 20% desde 2008 devido à exploração ilegal de madeira e cortes de árvores para formação de pasto somados à falta de investimento para fiscalizar e combater essa extração e sem a preocupação do reflorestamento das áreas devastadas. Essas são, então, explorações totalmente irresponsáveis.

Nada disso, porém, seria tão prejudicial se tivéssemos consciência e o mínimo de preocupação com a prevenção de desastres. Falta-nos entender que a natureza não é totalmente autorrenovável e que, mesmo se fosse, ela não teria uma força de regeneração diretamente proporcional à nossa capacidade de degradação. Precisamos extrair menos, de forma consciente, para ajudar esse processo natural e agir ativamente para reparar os danos que fazemos. Além disso, é necessário que tenhamos discernimento e que sejamos consequentes ao nos utilizarmos do meio ambiente, para que verdadeiras tragédias, como o recente rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, não voltem a acontecer. Isso é possível com um planejamento de prevenção.

Fica evidente, portanto, que o jeito com que conduzimos as coisas até agora precisa ser mudado. Já que o caminho mais certo – o de mudar nosso modo de vida e, por consequência, de consumo – é, também, o mais árduo e demorado, deveríamos, pelo menos, nos preocupar com a extração consciente e com preparo contra desastres. Para isso, instituições internacionais, como a ONU, deveriam, juntamente a organizações como a União Europeia e os BRICS, pensar em políticas públicas de regulamentação sobre a utilização dos recursos naturais, além de desenvolver medidas punitivas aplicáveis a empresas ou Estados responsáveis por acidentes. A responsabilidade é a palavra-chave que, de fato, devemos seguir.

Modelo proposto pelo site: descomplica.com.br

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