Pluralidade e intolerância no Brasil

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Pluralidade e intolerância no Brasil

Mensagem por Pamela Lima em Qui Jul 06, 2017 11:13 pm

O etnocentrismo não é exclusivo da sociedade contemporânea: após a chegada dos portugueses ao “Novo Mundo” em 1500, ocorreu o primeiro contato entre os indígenas que habitavam a região e os portugueses. Impressionado, Pero Vaz de Caminha relatou em sua carta o estranhamento em função da diferença cultural entre esses dois povos. Atualmente, ainda observam-se as dificuldades de aceitar a pluralidade social no Brasil, tornando necessária a tomada de medidas para resolver a questão.
Em primeiro lugar, é importante lembrar que o Brasil é um país com uma das maiores diversidades do mundo. Prova disso, é a presença de diferentes costumes na sociedade, como por exemplo, vestimentas, raças, tradições, entre outros aspectos. Diante deste cenário, a intolerância a diversidade étnica e cultural é predominante no país, podendo ser comprovada através de um estudo online realizado pela plataforma “Comunica que muda” os principais preconceitos nas redes sociais, estando em primeiro lugar com 97,6% o racismo e em último com 84,8% o a xenofobia. Desse modo, nota-se que a intolerância não se restringe a um público alvo, porém, não é por este motivo que o impasse deve deixar de ser combatido.
Contudo, caminhamos lentamente em direção a uma solução para o problema. Existem hoje no Brasil, medidas que buscam amenizar o preconceito cultural, como por exemplo, a punição de três anos e multas para quem praticar a discriminação a uma pessoa, seja pela cor, religião ou origem. Somando a isso, outras medidas podem ser tomadas acerca desse crime, como também a inclusão de mais conhecimentos da diversidade étnica e cultural que compõe o país, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõe a sociedade brasileira.
Portanto, é preciso que a mentalidade preconceituosa termine o mais rápido possível. Para isso, o MEC deve criar mecanismos de inclusão em escolas públicas e privadas, como por exemplo, a realização de projetos relacionados à capoeira, culinária regional, danças, idiomas, entre outras atividades realizadas por profissionais de cada área, a fim de trazer reflexão sobre o pré(conceito) e que por meio do conhecimento, a população infantil passe a respeitar o diferente desde cedo. Além disso, o Estado deve promover campanhas de conscientização na TV, internet e rádios, que informem a população mais velha sobre a pluralidade existente no país, com feito de acabar com a visão preconceituosa e etnocêntrica herdadas do século XV.

Pamela Lima
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