SEMANA 50: TEMA: O desafio da Aids na juventude contemporânea

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SEMANA 50: TEMA: O desafio da Aids na juventude contemporânea

Mensagem por Francis Bacon em Dom Jun 18, 2017 6:34 pm

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O desafio da Aids na juventude contemporânea, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Desde o ano 2000, mortes relacionadas à aids mais do que duplicaram entre adolescentes em todo o mundo. A estimativa é que, a cada hora, 29 pessoas de 15 a 19 anos sejam infectadas pelo HIV, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os números, apresentados durante a 21ª Conferência Internacional sobre Aids, revelam que a doença segue como a segunda causa de morte entre jovens na faixa etária de 10 a 19 anos.
De acordo com o relatório, meninas são mais vulneráveis à epidemia de Aids, representando cerca de 65% das novas infecções em adolescentes no mundo. Na África Subsaariana, região onde estão aproximadamente 70% das pessoas que vivem com HIV no planeta, três em cada quatro adolescentes infectados em 2015 eram meninas.
O medo de passar pelo exame, segundo o Unicef, faz com que muitos jovens não tenham conhecimento de sua situação – apenas 13% das meninas e 9% dos rapazes foram testados no último ano. Pesquisa conduzida pelo próprio fundo das Nações Unidas em 16 países constatou que 68% dos 52 mil jovens entrevistados não querem fazer o exame por medo de um resultado positivo e por preocupação com estigma social.
“Depois de tantas vidas salvas e melhor cuidadas graças à prevenção, tratamento e cuidado; depois de todas as batalhas ganhas contra o preconceito e a ignorância relacionados à doença; depois de todos os maravilhosos marcos alcançados, a Aids permanece como a segunda causa de morte entre jovens de 10 a 19 anos em todo o mundo – e causa número um na África”, destacou o diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake.
Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-07/unicef-alerta-mortes-por-aids-entre-adolescentes-mais-que-dobraram-desde-2000
 

Texto 2

Inovação e novas tecnologias para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre jovens. Este foi o tema da apresentação feita pelo Unaids Brasil (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) durante uma das sessões da 21ª Conferência Internacional de Aids, em Durban, na África do Sul. Intitulada ‘E ai: Tecnologias Móveis, Multimídia e Comunicação de Massa’, a sessão apresentada pelo Unaids teve entre seus participantes o assessor para Mobilização Social e Trabalho em Rede do Unaids Brasil, Cleiton Euzébio de Lima.
A apresentação expôs os principais resultados do Hackathon ABEME, uma maratona tecnológica elaborada para incentivar as novas gerações de programadores e desenvolvedores de aplicativos e games a promover a educação sexual e a prevenção do HIV e outras DSTs, com foco no público jovem. A maratona aconteceu por meio de uma parceria entre o Unaids, a ABEME (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual) e o CRT-SP (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo).
“O uso dessas novas tecnologias representa uma grande oportunidade de pensarmos sobre como dialogamos com a juventude. Ainda de fornecermos um novo espaço e novas ferramentas para trazer mensagens sobre prevenção e sobre o enfrentamento à discriminação”, comenta Lima. “Há muitos desafios, mas o uso de aplicativos tem dado certo em diversos países, como podemos debater aqui nessa sessão para a qual o UNAIDS Brasil foi convidado a participar”, explicou Lima.
Dois aplicativos ganharam destaque ao final do Hackathon realizado em São Paulo, no início desse ano: o Becum e o Cami Sutra. O Becum foi idealizado como uma rede social sexual, no qual os usuários podem interagir uns com os outros e discutir abertamente as suas dúvidas em relação ao sexo e às DSTs. Já o Cami Sutra se propôs a erotizar o uso dos preservativos, aumentando a importância desses insumos e quebrando obstáculos para o uso deles durante as relações sexuais. Os aplicativos desenvolvidos estão sendo aprimorados e adaptados ao público-alvo com o apoio técnico do CRT-SP e do Unaids.
Outro destaque dessa sessão realizada durante a Conferência de Durban foi o aplicativo Tá na Mão, criado pela Prefeitura de São Paulo e lançado em dezembro de 2014. “É um aplicativo para orientar pessoas com uma avaliação de risco e de conduta a respeito das DSTs, principalmente, entre jovens gays e outros homens que fazem sexo com homens”, explicou Eliana B. Gutierrez, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo. “Observamos que não havia nenhum outro aplicativo semelhante. Neste a pessoa pode identificar o risco de ter contraído uma DST e já ser informada sobre os passos que pode tomar em caso de risco elevado.”
Disponível em: http://agenciaaids.com.br/home/noticias/volta_item/25154
 

Texto 3

No Brasil, as estimativas são de que em cada quatro pessoas HIV-positivas, uma desconheça sua condição. Se estiverem certas, entre os 600 mil infectados haveria 150 mil espalhando o vírus sem saber. É muita gente. Se todos fossem tratados, a epidemia brasileira estaria controlada.
É preciso que o teste rápido para a Aids esteja disponível nas farmácias, de modo a ser realizado na saliva ou numa gota de sangue, na intimidade do lar. Não é o que fazemos com os testes para gravidez?
A ideia de que o aconselhamento com profissionais seja imprescindível para que as pessoas não se suicidem ao saber da positividade do exame é de uma ingenuidade atroz. Nunca vi ninguém se matar por medo de morrer.
*Drauzio Varella, médico cancerologista, dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil e do trabalho em prisões.
Texto publicado pela Folha de S. Paulo em 13/06/2015 na coluna semanal de Varella, veiculada aos sábados, a cada duas semanas, no encarte Ilustrada.
 

Texto 4

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Re: SEMANA 50: TEMA: O desafio da Aids na juventude contemporânea

Mensagem por Francis Bacon em Dom Jun 18, 2017 6:35 pm

“A médio prazo iremos todos enlouquecer, se passarmos a ver no outro uma possibilidade de morte”. A frase é de Caio Fernando Abreu, importante escritor brasileiro que, morto pela aids, refletiu em muitas de suas crônicas sobre o sentimento causado pela possível contaminação do vírus na juventude de sua época. De fato, durante muito tempo, o HIV assustou grande parcela da população mundial; hoje, porém, muito por desconhecerem essa época ou verem garantia em métodos de tratamento modernos, os jovens não parecem mais ter tanto medo da transmissão, que cresce e é perigosa. A fim de resolver esse problema, é necessário, então, entender melhor suas causas e tratá-las na raiz.

Em primeiro lugar, é importante perceber que o fato de a sociedade não falar abertamente sobre a aids, atualmente, gera consequências nocivas à saúde coletiva. Isso porque a falta de divulgação de casos, meios de transmissão e, principalmente, tratamentos torna a doença, de certa forma, menos importante e a deixa fora da preocupação dos jovens. Ao afirmar que o vírus “não se pega só no Carnaval”, o presidente do Fórum de ONGs Aids, Rodrigo Pinheiro, mostra que a campanha precisa ser diária, chamando as pessoas ao debate e, principalmente, mostrando as consequências de relações sexuais sem qualquer prevenção.

Convém destacar, também, a segurança passada pela diversidade e modernidade dos tratamentos, o que, de certa maneira, tranquiliza a juventude e estimula o pouco cuidado com a transmissão. O fato de os avanços científicos terem proporcionado uma qualidade de vida maior aos indivíduos portadores do vírus ameniza os perigos da aids e, na sociedade de hoje, ofusca a cura ainda impossível. Poder conviver com a doença, para os jovens, é um sinal de que as consequências se tornaram comuns, o que banaliza uma enfermidade que não é crônica como as outras, mas que mata e precisa ser evitada.

Torna-se evidente, então, que a questão da aids, hoje, apesar de parecer controlável para os jovens, é perigosa e deve ser divulgada quanto a isso. Primeiramente, a mídia, grande difusora de informações, pode trabalhar campanhas com relação à divulgação de tratamentos e, principalmente, meios de transmissão do vírus durante todo o ano. O governo, em parceria com as escolas, poderia criar programas de conscientização e implantar disciplinas de educação sexual que, em seus programas, discutissem a questão da doença. As ONGs, por fim, podem pressionar os outros três agentes para que mantenham o alerta sobre os perigos da aids diariamente, de forma que, em pouco tempo, não enlouqueçamos mais, mas, na verdade, cuidemos de algo que, a curto prazo, não enlouqueça o homem e o mantenha vivo.

modelo exemplar proposto pelo site: descomplica.com.br

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