SEMANA 48: TEMA: O legado dos jogos olímpicos no Brasil

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SEMANA 48: TEMA: O legado dos jogos olímpicos no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Dom Jun 18, 2017 6:26 pm

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O legado dos jogos olímpicos no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Quando a primeira edição sul-americana dos Jogos Olímpicos for aberta, às 20h do dia 5 de agosto, uma turma vai celebrar a transformação do Rio. Outros tantos vão torcer para que o país não dê vexame mundial. Ao mesmo tempo em que uma multidão de brasileiros se dirige ao Rio para acompanhar as 306 provas de 42 modalidades que serão disputadas ao longo dos 19 dias do evento, tem carioca planejando exílio voluntário no mesmo período.
Para quem vê a situação como a metade cheia do copo, a realização da Rio 2016 demandou custos menores em comparação com outras edições; os jogos vão deixar um legado em termos de infraestrutura para a cidade, e o número recorde da delegação presente será um marco para o país.
Já os que veem a metade do copo vazio, lamentam oportunidades perdidas em de fato promover um legado, a desorganização e a falta de transparência, os problemas de infraestrutura que ainda permanecem, a incompetência para o cumprimento de compromissos assumidos para o evento, além de uma série de fatores colaterais como o risco de terrorismo, a escalada de violência, o zika e a grave crise do Estado do RJ.
 

Texto 2

O legado de imagem dos Jogos Rio 2016 para o Brasil é bastante positivo, de acordo com resultados preliminares de pesquisa sobre a experiência de visitantes nacionais e internacionais no país no período, divulgados hoje (18), no Rio de Janeiro, pelo Ministério do Turismo. Segundo a pesquisa, 87,7% dos turistas estrangeiros pretendem retornar ao Brasil e 94,2% dos brasileiros desejam voltar ao Rio de Janeiro.
Foram entrevistados 4.150 turistas domésticos, que representam 83% da amostra final, entre os dias 3 e 16 de agosto, nas arenas esportivas e no Boulevard Olímpico; e 1.262 turistas estrangeiros (38% da amostra final), no período de 6 a 16 deste mês, nos aeroportos internacionais do Rio de Janeiro e São Paulo. Nas fronteiras terrestres de Foz do Iguaçu, Uruguaiana e São Borja, as entrevistas serão efetuadas entre os dias 20 e 22 deste mês. A pesquisa terá continuidade até os Jogos Paralímpicos, prevendo-se a divulgação da sondagem completa até o final deste ano.
Tanto turistas domésticos como internacionais avaliaram a viagem de forma positiva. Para 98,7% dos brasileiros que vieram ao Rio de Janeiro, a visita atendeu ou superou as expectativas. Entre os estrangeiros, o índice atingiu 83,1%. A região brasileira que mais enviou turistas ao Rio de Janeiro foi a Sudeste (51,1%), com destaque para os estados de São Paulo (33,1%) e Minas Gerais (11%), seguida do Nordeste (18,5 e Sul (15,7%). Já a liderança entre os turistas internacionais foi exercida pelos Estados Unidos (21,2%) e Argentina (14,8%).
 

Texto 3



Texto 4

Representantes de universidades e movimentos sociais que participam da Jornada de Lutas Contra Rio 2016, os Jogos da Exclusão, criticaram hoje (2) o que o Poder Público considera legado da Olimpíada, como as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), os corredores de ônibus BRT e a remodelação da zona portuária do Rio de Janeiro. Segundo os ativistas, esses projetos não conseguirão dar mais qualidade de vida à população mais pobre, que vive nos bairros mais afastados.
“Em detrimento dos programas sociais, os acordos com as grandes empresas foram mantidos na Olimpíada. Mas cadê o projeto de urbanização das favelas, que foi prometido? Onde está o projeto de despoluição da Baía de Guanabara? Os projetos que beneficiariam a população foram abandonados, em troca dos acordos com os grandes grupos econômicos e as empreiteiras. Isso tudo demonstra que a Olimpíada é um grande negócio”, criticou o professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da UFRJ Orlando Santos.
Segundo ele, a maior parte das obras para a Olimpíada valorizou poucas regiões da cidade e acabou empurrando a população mais pobre para ainda mais longe.
“É preciso desconstruir essa ideia de legado, que é uma palavra mágica capaz de legitimar um projeto que não teve nenhuma discussão e nenhuma transparência. A gente percebe que a prioridade dos investimentos foi em três áreas da cidade: zona sul, área portuária e Barra da Tijuca. Tem um processo de elitização desses mesmos espaços, com a realocação das classes populares que habitavam esses lugares para a periferia. Um projeto que reproduz o modelo segregador”, destacou o professor.
Mesmo obras de grande visibilidade, como o VLT, são contestadas pelos movimentos sociais, pois, segundo eles, não foram discutidas com a população e não conseguem atender à demanda real por transporte público no Rio.
“Queremos mostrar a realidade na cidade que está recebendo os Jogos Olímpicos. Eles poderiam ter sido realmente um fator de desenvolvimento da cidade, uma melhoria na vida dos moradores, mas a gente percebe que nenhum legado efetivo vai deixar. O VLT é um legado aparente, é um Veículo Leve para Turistas. Não tem nenhuma utilidade para o cidadão comum no centro, a não ser para os turistas”, disse o coordenador da Central dos Movimentos Populares, Marcelo Edmundo.
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Re: SEMANA 48: TEMA: O legado dos jogos olímpicos no Brasil

Mensagem por Francis Bacon em Dom Jun 18, 2017 6:27 pm

“Uma oportunidade perdida.” A frase é de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, definindo as Olimpíadas de 2016 na cidade. De fato, apesar das inúmeras obras e mudanças na organização carioca, os investimentos em problemas reais do país, como a educação, a saúde e o próprio meio ambiente, parecem ter ficado de lado. Nesse sentido, é importante questionar até que ponto as novidades alcançadas com os megaeventos são, realmente, um legado para o Brasil.

Em primeiro lugar, é válido destacar que as transformações no país podem, sim, ser bem utilizadas nos próximos anos. Isso porque, com o investimento certo, estádios, parques e apartamentos destinados aos atletas são bons candidatos a novas escolas, hospitais, moradias populares e, é claro, sede de mais eventos. Diversas arenas construídas para a Copa do Mundo de 2014, por exemplo, ainda são utilizados em jogos e shows, promovendo, inclusive, uma integração nacional. Muitos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, na campanha pós-Olimpíada, discutem a utilização desses locais como centros de treinamento e parques culturais.

Parece, porém, que a prioridade não é aproveitar esses espaços. De acordo com reportagem do Jornal da Globo de 2015, os estádios mais distantes das capitais brasileiras receberam quase nenhum evento depois da Copa. Em outras cidades-sede dos jogos olímpicos, obras importantes estão abandonadas, sem qualquer utilidade. Isso comprova que investimentos de bilhões de reais, que poderiam ser aplicados a outras áreas importantes da cidade e do país, acabam sendo jogados fora em prol de uma visibilidade que não dura mais de um ano.

Vale ressaltar, nesse contexto, as necessidades básicas deixadas de lado nesses momentos pré-eventos. Em outra declaração polêmica, Eduardo Paes afirmou que a poluição e a zika não são problemas Olímpicos, fazendo referência às dificuldades com a Baía de Guanabara e ao surto do vírus na cidade. Durante os jogos, a vitória não passava dos estádios: filas quilométricas nos hospitais, escolas em ocupação permanente, assaltos em todos os lugares do Rio de Janeiro, presidente afastada em Brasília. Isso comprova que, em tempos de megaeventos, as prioridades são outras.

É possível perceber, portanto, que o legado não passa de um conjunto de problemas alimentados pela negligência do governo. Buscando resolver isso, com foco nos novos eventos e no que já está pronto, as empresas podem, em parceria com esse poder público, investir no reaproveitamento dos espaços utilizados nos jogos, promovendo shows, festivais e até cerimônias, arrecadando recursos e mantendo os locais ativos. Podem, também, transformá-los parques e áreas de construção de hospitais e moradias. A mídia pode trabalhar divulgando essas obras e estimulando o turismo. Deve, além disso, denunciar o inacabado e mal utilizado, a fim de chamar a população à cobrança. Só assim, revendo e investindo, será possível reconhecer um verdadeiro legado olímpico para todo o Brasil.

Modelo exemplar proposto pelo site: descomplica.com.br

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