SEMANA 47: TEMA: A questão do índio no Brasil contemporâneo

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SEMANA 47: TEMA: A questão do índio no Brasil contemporâneo

Mensagem por Francis Bacon em Seg Jun 12, 2017 8:16 pm

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A questão do índio no Brasil contemporâneo, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Na verdade, o que se chama genericamente de índios é um grupo de mais de trezentos povos que, juntos, falam mais de 180 línguas diferentes. Cada um desses povos possui diferentes histórias, lendas, tradições, conceitos e olhares sobre a vida, sobre a liberdade, sobre o tempo e sobre a natureza. Em comum, tais comunidades apresentam a profunda comunhão com o ambiente em que vivem, o respeito em relação aos indivíduos mais velhos, a preocupação com as futuras gerações, e o senso de que a felicidade individual depende do êxito do grupo. Para eles, o sucesso é resultado de uma construção coletiva. Estas ideias, partilhadas pelos povos indígenas, são indispensáveis para construir qualquer noção moderna de civilização. Os verdadeiros representantes do atraso no nosso país não são os índios, mas aqueles que se pautam por visões preconceituosas e ultrapassadas de “progresso”.
AZZI, R. As razões de ser guarani-kaiowá. Disponível em: www.outraspalavras.net.  Acesso em: 7 dez. 2012.
 

Texto 2


 

Texto 3

No Brasil, desde o século 16, existem instrumentos legais que definem e propõem uma política para os índios, fundamentados na discussão da legitimidade do direito dos índios ao domínio e soberania de suas terras. Esse direito – ou não – dos índios ao território que habitam está registrado em diferentes legislações portuguesas, envolvendo Cartas Régias, Alvarás, Regimentos, etc.
Até 1988, a política indigenista brasileira estava centrada nas atividades voltadas à incorporação dos índios à comunhão nacional, princípio indigenista presente nas Constituições de 1934, 1946, 1967 e 1969. A Constituição de 1988 suprimiu essa diretriz, reconhecendo aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam.
Os índios também ampliaram sua cidadania, já são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses. Assim, o principal objetivo da política indigenista hoje é a preservação das culturas indígenas, através da garantia de suas terras, e o desenvolvimento de atividades educacionais e sanitárias.
Entretanto, a insuficiência de recursos oficiais, a integração cada vez mais comum do índio às sociedades urbanas e os conflitos raciais e sociais dos povos brasileiros têm colocado em risco a concretização das propostas políticas e direitos indígenas garantidos por Constituição.
Disponível em: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/a-questao-indigena-cerca-de-315-mil-indios-vivem-em-seis-estados-brasileiros.htm. Acesso em: 10 abr 2015 (adaptado).
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Re: SEMANA 47: TEMA: A questão do índio no Brasil contemporâneo

Mensagem por Francis Bacon em Qua Jul 05, 2017 11:19 am

Na 1ª Geração do Romantismo, no século XIX, criou-se uma imagem do índio de forma heroica na poesia, a fim de associá-la à construção de um sentimento nacionalista no Brasil. No entanto, nota-se que tal imagem é superficial e, em verdade, foi consolidada apenas no plano literário e não no âmbito social, uma vez o índio, na contemporaneidade, muitas das vezes, ainda é marginalizado e até esquecido pela população. Neste sentido, faz-se preciso reavaliar seu espaço e importância nos dias atuais, visto que a cultura indígena é parte constituinte de nossa identidade.

Primeiramente, o reflexo histórico contribuiu para que os índios perdessem seu espaço e fossem subjugados pelo uso da violência. É sabido que desde o século XVI, momento em que começa o processo colonizador no Brasil, a imposição de portugueses sobre os nativos se deu a partir da opressão: a sobreposição do catolicismo sobre as religiões já existentes, a exploração da natureza para fins comerciais e a imposição da língua portuguesa sobre as variações linguísticas indígenas. Essas ações acarretaram no contínuo extermínio acerca de sua cultura e, inclusive, fizeram com que, hoje, alguns cidadãos tenham uma visão estereotipada e, até, folclórica desses grupos.

Além disso, a luta pelo território tornou-se um problema cultivado pelas relações de poder. O agronegócio é uma das principais movimentações econômicas do país, no entanto, há fazendeiros que, com o intuito de obterem ainda mais lucros, expandem as suas fronteiras agrícolas a regiões destinadas aos índios, o que resulta em conflitos violentos e na perda do território indígena. Tal fato contraria os Direitos Constitucionais, que garantem a posse dos índios sobre as terras tradicionalmente já ocupadas e evidencia que os interesses da bancada ruralista, por vezes, se sobrepõem aos direitos de proteção das tribos indígenas.

A valorização do índio é, portanto, imprescindível para alterar o cenário vigente. Para reverter os pré-conceitos sobre os nativos, a Escola faz-se importante na formação social do indivíduo, por isso, aulas de sociologia e história são imperativas para promover o debate e aguçar a visão crítica nos jovens. Ademais, a mídia, fazendo uso de seu impacto persuasivo pode trabalhar com campanhas de conscientização, em parceria com a FUNAI, a fim de trazer conhecimento e informação ao público. Com o intuito de assegurar a proteção às terras, é dever do Governo demarcar as áreas destinadas aos índios e punir aqueles que tentarem burlar a lei e ferir os direitos humanos com o uso da violência. Só assim, garantiremos aos indígenas o seu verdadeiro espaço e evitaremos a falsa construção de uma sociedade que só valoriza os povos originários de nosso país na Literatura.

redação exemplar proposta pelo site: descomplica.com.br
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